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 Cirith Ninniach, a Fenda do Arco-Íris

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Fingolfin

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MensagemAssunto: Cirith Ninniach, a Fenda do Arco-Íris   Qua Jul 28 2010, 09:36

Foi aqui que Tuor chegaria a encontrar o Mar, em Cirith Ninniach. Também fora por estas regiões que os noldor chegaram de Aman. Aqui se desenvolveu, no lento passar do tempo, um pequeno vilareijo, que tornou-se a crescer rapidamente.

Distante de Angband e dos males dos filhos de Fëanor, Cirith Ninniach parece uma cidade pacífica, como se fosse habitada pelos maiar. Ela não fornece frente a Morgoth e sim um último refúgio ao elfos de Mithrim, Hithlum e Nevrast, e somente servirá de apoio militar se todas as fortalezas de Mithrim e Hithlum caírem nas desgraças das mãos dos inimigos.
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Fingolfin

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MensagemAssunto: Re: Cirith Ninniach, a Fenda do Arco-Íris   Qua Jul 28 2010, 10:03

A noite caíra fria em Cirith Ninniach; talvez pela corrente marinha quente, ou talvez pela vontade de Manwë, senhor dos ventos e dos céus. Os guardas estavam de prontidão nos muros, embora parecesse ridículo vigiar algo que é vigiado muito mais distante. Porém naquela noite era necessário: um cavaleiro com uma capa azul se aproximava de Cirith Ninniach. A nobreza do cavaleiro e seu modo ilustre de trotar pelas planícies de Hithlum demonstravam que era alguém importante, e houve quem disesse que era arauto de Manwë.

O cavaleiro silencioso adentrou as muralhas, abertas muito antes dele chegar a enchergar os guardas em cima do portão. Adentrou como um flecha, e parou em seguida. Os guardas desceram aos tropeços na escada, com suas lanças e escudos a postos, porém nenhum chegou a ser hostil aos olhos de Fingolfin. O líder dos guardas viu Fingolfin e demorou alguns segundos até identifica-lo. Nenhuma palavra foi feita. O chefe dos guardas abriu passagem, e Fingolfin adentrou a cidade até chegar em seu centro, onde havia um palácio. E lá ele se instalou, expulsando aqueles que se opuseram a sua chegada.

Turgon, que residira em Cirith Ninniach até seu retorno, encontrou o pai sozinho em uma sala escura, iluminada apenas pela luz da lua, que caia ao chão e refletia dentro da sala, uma vez que o teto bloqueava a luz direta da lua. Ele se aproximou a passos lentos e silenciosos, e como que um assassino chamou seu pai, pegando em seu braço. Fingolfin se virou lentamente e sereno, olhando nos olhos de Turgon, nada surpreso. Turgon tirara a mão do braço do pai, sentindo enorme e profunda inquietação em seu coração.


Meu pai, o que houve ao leste para retornar ao início de nossa jornada? O cerco quebrou, e Morgoth fugiu? Ou, pior, ele dominou Eithel Sirion e Aerdrie Faenya? Rezo pela alma de nosso povo, e que Mandos os receba bem!

Fingolfin estava cansado, não desejava de forma nenhuma conversar ou abrir a boca, mas fora necessário. E aquela vez foi uma das poucas vezes que Fingolfin abriu sua boca para falar, e tristeza era sentida em seu coração.

Morgoth não furou o cerco. Apenas dou continuidade ao meu plano de expansão.

Fingolfin pos a mão no ombro de Turgon como se segurasse um tijolo. Turgon olhou para a mão de seu pai espantado, sentindo o pesado ferdo que Fingolfin trazia consigo. Antes que pudesse perguntar qualquer coisa, Fingolfin o interrompera.

Minas Tirith é nossa. Porém ainda há um vácuo em nossos corações, e ele há de se expandir. Sinto falta de sua mãe, Anairë, mas continuaremos a viver um distante do outro. Agradeço sua preocupação, meu filho, e que Eru nos ajude a continuar.

Turgon se alegrou, pois percebera que seu pai extendia seus domínios. Entristeceu-se, porém, na confissão de seu pai, e pensava em Gondolin com mais frequëncia, e tornou-se a decidir entre ficar, e partir. Abraçou seu pai forte, e depois de soltá-lo, respondeu:

Meu pai, ficarei contigo e te ajudarei no que for preciso. Estarei ao teu lado sempre que vires uma necessidade de falar, e sempre me terá em sua frente quando alguém o ofender. Não quero que se esforçe por esses dias, deve descansar e se recuperar deste fardo perdido.

E Fingolfin assentiu com a cabeça, virou-se e foi a seus aposentos. A luz da lua tornava aquela sala um lugar sagrado, e era confortante de ali ficar. Apartir daquele dia, Turgon compriu sua promessa, e sempre que Fingolfin precisava ordenar ou falar, ele cochichava aos ouvidos de Turgon, que repassava as ordens de seu pai. Porém Turgon cada vez mais se inquietava, pensando em seu povo em Nevrast e , acima de tudo, na construção de Gondolin.
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Fingolfin

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MensagemAssunto: Re: Cirith Ninniach, a Fenda do Arco-Íris   Sab Set 18 2010, 13:12

Outro dia pálido começou. Em Cirith Ninniach Fingolfin se acolhia ao lado de seu filho, Fingon, que de tudo o servia. O sol subiu pálido, com a força dos Maiar e a velocidade dos Valar. Fingolfin levantara de sua cama lembrando-se de Fëanor, desejando ainda tê-lo como aliado. Ergueu-se quando ainda era cedo e digiriu-se até a cozinha, servindo-se do melhor vinho do palácio. Com sua tûnica verde-claro e cintilante, fingolfin ficou a fitar, sob a benção da luz do sol, o horizonte que despertava pálido e desesperado.

A pálida, porém forte, luz do sol tentava animar o solo desesperado e os pensamentos vagos de Fingolfin quando Fingon se aproximou silenciosamente e foi de encontro ao pai, que só percebeu a presença do filho quando este estava atrás de sí.


Pai, está bem? Acordou cedo hoje, nada diferente.


Fingolfin virou seu rosto de lado, dando de encontro com seu filho, quase imediatamente falando.


estou ótimo apreciando esse vinho diante da cintilante paisagem da manhã. As obras que encomendei estão pronta?

Sim, meu senhor, estão sendo inauguradas hoje. Contudo as tropas militares ainda não são grande número, pois quase nenhum acha necessário ingressar em um exército específico. Espere, quem são eles?

terminou apontando para o horizonte, onde um grupo disperso de elfos se aproximavam desesperadamente com poucas carroças e a maioria só com suas roupas. A expressão facial de Fingolfin mudou dramásticamente, tornando-se uma certa surpresa, antes dele se virar e caminhar a passos rápidos para o portão da cidade. Fingon hesitou, virando-se de um ladro para o outro muitas vezes antes de decidir seguir seu pai.

No Portão de ferro recentemente fundido, Fingolfin chegou exatamente na hora em que os elfos de Dor-Lómin adentravam, com seus líderes conversando com o chefe da guarda da cidade, Tarûth. Quando se deparou com a situação, Fingolfin quase correu até o grupo que Tarûth interrogava,irigindo-lhe palavras pela primeira vez depois que Fingon tornou-se seu 'intérprete'.



Tarûth, do que se trata essa vinda inesperada desse grupo eldar?

Esse grupo são sobreviventes da chacina que ocorreu em Dor-Lómin, senhor. Aparentemente os orcs conseguiram furar o cerco e agora estão matando todos a caminho. De acordo com os batedores, outros grupos seguiram para regiões desertas ou para o sul, nenhum conhecimento de parte de Gildor Inglorion em Aerdrie Faenya. Ordens, Alto-Rei?

Ponha as tropas em alertas, e recrute o máximo possível. Vá, Tarûth!


Fingolfin se virou, se esbarrando em seu filho, olhando em seus olhos como pedido de desculpa antes de continuar a andar, enquanto Tarûth corria para os quarteis.

Novamente no Palácio, Fingolfin ordenara um concílio com seus principais senhores: Dhuim, Heroth, Manár entre outros numa mesa mesa de cobre com detalhes de ouro que ilustravam, em geral, dragões. Não demorou nem uma hora quando todos já estavam na mesa conversando com vozes ociosas e iradas principalmente sobre esse avanço e o furo do cerco. Suas vozes estavam sendo bem audíveis da cozinha, onde Fingolfin preparara taças de vinho para todos, servindo-os antes de se sentar no canto da mesa retangular. No instante em que se sentou, os nobres senhores de trajes vermelhos, calaram-se, em tamanha atenção a Fingolfin, que se acomodou na poltrona e fizera um gesto permitindo-os de falar. No mesmo instante Heroth, no último canto do lado esquerdo da mesa, levantou-se quase em um salto, fazendo suas perguntas com um tom ancioso e apressado.


Alto-Rei dos Noldor, o sídio nas portas de ang-band foi destruído?


De acordo com o relatório de Tarûth o cerco não foi atacado, e sim furado ou burlado. Não temos total certeza.


Fingolfin falara apontando sua mão para o outro lado da mesa, aonde estava Tarûth, que acenava timidamente para os senhores de maior importância. Fingolfin esperava pelas perguntas, moderando-se a falar apenas quando lhe fosse perguntado; aí está, todos esperaram pelas palavras dele, e por muito tempo tudo ficou calado até que Nanneroth, filho de Heroth e líder de determinadas hostes, falou com sua voz altiva e agressiva de sempre.


Enquanto aos orcs? Como fugiram, saíram de Dor-Lomin, quais são nossas estratégias? Não devemos ficar quietos aqui, como pássaros em um covil!

Primeiramente quero que falem como pessoas descentes, não aos berros. Só posso dizer que nossas estratégias serão decididas aqui, agora, nesse concílio. Já o resto eu deixo para que Tarûth responda.


Tarûth, antes desleixo na cadeira, ajeitou-se na postura correta para seus superiores antes de prosseguir com sua voz, inicialmente, confusa.


De acordo com as observações e nossos estudos no movimento e boatos dos orcs em toda a região de Hithlum podemos chegar a conclusão que eles não chegaram a determinadas áreas mais próximas de Cirith Ninniach. Talvez por receio das nossas tropas, conhecidas por nossa raça ser melhor em combate, ou até mesmo por que estariam montando uma base, hipótese concluída por alguns batedores que os observaram os orcs a uma distância razoável.



Manár levantou-se e propôs uma ideia interessante.


Temos como reunir os elfos para um ataque direto e rápido. Dhuim, temos recursos e meios de realizar isso?


Dhuim, com uma voz fraca e desistimulada, respondeu.


Sim. As finanças estão altas mas ficarão medianas ou inferiores dependendo da qualidade das tropas. Façam-me um levantamento.



Manár pos-se a sussurrar com Tarûth, Heroth e Nanneroth, cada um especialista em determinada área militar. Dhuim conversou sobre os meios e finanças da cidade com Fingolfin e Fingon ficou a escutar ambas conversas. Depois de quinze minutos, Manár fez delizar uma papelada até Dhuim, que abriu desinteressado e começou a foliar, contanto e especulando diversas coisas em sua mente, antes de se dirigir aos demais um pouco mais animado.

Senhores, temos condições de realizar tais operações. Os recursos finais ficariam muito desgatados mais ainda seriam suficientes para manter o reino.


Fingolfin aplaudiu, antes de começar a falar interrompendo qualquer outro.


Está decidido! Tarûth recruta mais soldados ao tempo e meio que lhe for possível. A estratégia será um ataque triplo. A hoste maior ficara sobre as ordens de Fingon, e essa devera fazer frente aos invasores. A segunda e a terceira ficarão sob ordem de Heroth e Nanneroth, respectivamente; suas funções serão contornar, sorrateiramente, e atacar a lateral dos inimigos. Boa sorte a todos.

Fingolfin se levantara assim como os demais, que foram fazer suas missões. Fingolfin chegou a Fingon e falou em seu ouvido:

Meu filho, te escolhi pois sei de seu potencial e desejo muito que prove isso para mim de vez. Vá e garanta-se na liderança do nosso principal destacamento!
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MensagemAssunto: Re: Cirith Ninniach, a Fenda do Arco-Íris   Sab Set 25 2010, 12:46

Heroth, com sua cabeleira loira e seus trajes exagerados, estava reunindo o exército numa enorme praça ao lado do quartel. Fazia os soldados ficarem em sentido a todo momento, em suas posições e esperando a 'largada' para poder marcharem a Dór-Lomin. Nanneroth, seu filho, estava ao seu lado, seguindo-o como um cachorro perdido; a única forma de destinguir um do outro era pela altura e a idade facial, tendo em vista que Nanneroth é jovem.

Tarûth vijiava o horizonte da muralha à tona, da mesma forma que gerenciava os batedores enviados para observar o comportamento dos orcs.

Fingon se situava desnorteado na praça central, convocando seus soldados e preparando-os para o combate.

Dhuim calculava os recursos trocentas vezes no palácio de Cirith Ninniach, sob supervisão de Fingolfin.

Manár
reunia os seus soldados numa Praça grande, mas não a maior, na parte leste da cidade.



E o dia se seguiu assim. Quando estava tudo pronto, Manár correu para ir de encontro a Heroth, cruzando ruas movimentadíssimas em pouco tempo. Quando chegou na maior praça militar da cidade, no lado oeste, onde estava Heroth, Manár com seus cabelos vermelhos sussurrou no ouvido de Heroth sem nem antes se apresentar.


As tropas estão prontas. Todos estão esperando as ordens.


Heroth ouviu, meio que paralisado, a voz de Manár atordoada, trêmula e nervosa. Virou-se e fitou os olhos de Manár por um bom tempo antes de se virar para o outro lado, onde estava seu filho Nanneroth, e ordenou-o.


Nanneroth, vá alertar Fingolfin e a Fingon. Manár, fique aqui.




Cerca de quinze minutos depois, Fingolfin desceu da escadaria do Palácio, apresentando-se para o povo. Trajava-se com uma tûnica azul-claro com algumas gemas cravadas. Fingon, ao lado de Fingolfin, travaja uma malha de ferro vermelho com cinto de prata e um capacete sendo segurado pelas suas mãos com luvas de couro grosso. Ali mesmo Fingolfin falou com uma voz clara e poderosa, anunciando a todos e a tudo dentro da cidade, no final da tarde.


Os orcs estão em Dór-Lomin, chacinando nossos nobres parentes a sangue frio e lâminas negras. Manár liderará um grupo que cruzara as montanhas de Mithrim e adentrará a zona que consideramos perigosa. Fingon liderará o maior exército, e irá em linha reta até os orcs, evitando combate até que os outros exércitos cheguem. Heroth e Nanneroth liderarão o 2° maior exército, e cruzarão Nevrast para entrar na região onde estão os orcs.


Dito isso, Fingolfin pos a mão no ombro de Fingon, inclinou-se lentamente até o ouvido de seu filho e falou com uma voz pesada e descontenta.


Boa sorte, meu filho.


Fingon apressou-se descenço rua abaixo. Heroth guiou seu exército pelas ruas mais largas, onde podiam passar, até a praça central, próxima do portão. Manár fez o mesmo. Quando Fingon chegou na praça central, onde estava seu exército, ele se deparou com os outros senhores; sem nenhuma palavra, eles assentiram com suas cabeças e se viraram em direção ao portão da cidade. Fingolfin incrivelmente chegou ao portão primeiro que todos, e em cima dele ficou a admirar a altivez de seu filho, que não tirava o olho de seu pai até o exército se afastar da cidade. Os soldados passaram pelo portão, iluminado pela luz do final da tarde e otimistas pelo seu número: 3500 elfos marchavam na luz do final do dia e sob a benção dos ventos de Manwë que sopravam forte.





INVESTIDA:

obs: Essa ilustração é um protótico, tendo em vista que a localização exata do grupo de orcs não foi descrita pelo player Draugluin.


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