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 1° Grande Salão de Durin I

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Durin II Îr-Hrothgar

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Data de inscrição : 29/06/2010

MensagemAssunto: 1° Grande Salão de Durin I   Sex Jul 23 2010, 22:57

O Maior e mais majestoso Salão de todos os 48 Pavilhões de Khazad-Dûm, localizado no Nível de Entrada pelo Portão Leste onde o Lago do Espelho foi encontrado por Durin I O Imortal, em tempos antes esquecidos por todos, aos magnificos anos das estrelas. Quando os Sete Pais e suas Sete Casas marcharam junto com Durin, pelas Terras selvagens de Endor, ninguém sabe por onde foram e por quanto tempo caminharam. Em sua maior obra as Sete Casas em sua majestade primordial criaram em reverência ao seu Rei, o mais célebre e importante de todos os Anões das Sete Casas, Durin I, O Imortal. Que de tamanha importância sua Casa/Clã recebeu seu nome, e as demais Sete Casas foram simplesmente conhecidos como os Sete Povos de Durin.

Este era um salão majestoso, com sua cidadela anã esculpida na pedra viva, seu teto se elevava as alturas onde o Ithildin foi esculpido, no próprio veio rico das Montanhas, e pelo teto se viam runas estranhas a olhos que não os conheciam, eram os Caracteres de Fëanor, em suas runas desenvolvidas a partir das letras de Rúmil, nesses caracteres aos quais muitos mestres de tradições dos Anões se especializaram, lá escreveram a história de seu povo, desde sua chegada e a lembrança dos Sete Pais, de Aulë, ou Mahal e da própria Voz de Eru Ilúvatar e suas palavras, estavam lá naquele teto, que se iluminava com a Luz da Lua que entrava pelo Portão Leste e seus dutos de ar, aos corredores foram também esculpidos na pedra e no alabasto em locais nas paredes do salão, em túneis que desciam para as profundezas e outros Pavilhões, ali ficará também o Mercado Anão em outrora, em alabasto foi esculpido altas colunas e escadarias na pedra vibrante, lá também haviam estátuas esculpida em pedra, com a forma dos Sete Pais que se encontravam perfeitamente localizadas no centro do Salão, elevadas pela maior das colunas esculpida em Aço polido, com entalhes de prata e ouro, com gemas encrustadas.

O Salão de Durin I em tempos posteriores viveria como uma imagem da glória dos Anões do passado, assim pela eternidade, até mesmo em seus anos sombrios, e Khazad-Dûm seria venerada e respeitada como o Local sagrado da Morada dos Sete Pais e consequentemente seu tumúlo, pois embaixo daquele monumento uma câmara cavada nas profundezas foi feita onde seriam depositados na Pedra os Sete Pais naquela Câmara oculta, que só se abria quando palavras de poder dos Anões eram entoadas falando os nomes do pai falecido, quando fechadas pela sexta vez, não abririam mais, mas foram em seus tumúlos perfeitamente esculpidos com grande calmaria, que até o prezado momento foram depositados os corpos de Barin I, Amante-dos-Mares do Povo dos Vigas-larga, Bárvor I Mão-de-aço dos Pés-de-pedra, Azaghâl I O Grande dos Punhos-de-ferro, os demais quatro Pais que faltavam: Thélor I, Múar I e Druín I. Era Múar I O Machado-vermelho, o Pai do Povo dos Barbas-de-fogo, que parecia que não abandonaria a vida, se agarrando na mesma com todas as suas forças, Druín Trompa-de-Ouro do Povo dos Ferrolho negro, ainda vivia e parecia ter vigor para mais seculos de vida até o dia de seu corpo ser depositado no Tumúlo preparado para ele, Thélor I O Cavaleiro Dourado de Durin I, do povo dos Barbas-duras, estava idoso porém mantinha-se em vigor e não curvado mesmo por sua idade avançada. Pois Thélor I e Múar I eram os mais jovens de todos os Sete Pais.

Aos arredores do Salão, as Sete Casas se reuniram em sua segunda morada para seus encontros e seu ávido trabalho na construção de seu novo lar. Seus túneis levavam as minas localizadas até os 20 Pavilhões abaixo daquele salão, sejam de Pedra, Ferro, Aço, Gemas, Diamantes, Rubis, Esmeraldas, Ouro ou Prata, possuiam também o maior túnel que guiava os Anões para sua Cidade Anã esculpida na rocha viva onde seu povo havia feito morada.

Também possuiam colossais colunas esculpidas com entalhes de Ouro, Prata, e com gemas vermelhas e diamantes encrustadas na mesma. Mas o salão era cheio de luz, Anões com lamparinas feitas de cristal ou um tipo de material delicado que suplantava a luz branca.

Este salão também possuía uma longa escadaria negra de pedra, que se elevava as maiores alturas que já podiam serem imaginar, este caminho era iluminado por lamparinas feitas de ferro à moda dos Anões, com chamas brancas, as paredes eram forradas com gemas de várias cores que levariam ao local onde se encontrava o maior monumento anão já feito, em homenagem ao seu maior dos pai, a Torre de Durin. Para onde diziam lendas Durin I ia de ano em ano para reverencia Mahal, e o Um (Ilúvatar) que permitiu sua existência. Lhes faziam oferendas, e conforme as lendas também se dizia que enfileirados se encontravam armas, malhas e elmos que cada um dos Sete Pai havia forjado e usado em outrora.

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Durin II Îr-Hrothgar

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MensagemAssunto: Re: 1° Grande Salão de Durin I   Seg Jul 26 2010, 00:04

Há muito, muito tempo... Antes do Sol que arde flamejante na manhã, ou a Lua que brilha pálida nos céus da noite, antes mesmo das próprias estrelas de Menel encherem de brilho os céus. Aulë, um dos doze poderosos Valar que se sentam em tronos no Oeste Antigo. Na escuridão da Terra-Média, ele fez os Sete Pais dos Anões, pois, tão grande era o desejo de Aulë pela vinda dos Filhos de Ilúvatar, para ter aprendizes a quem ensinar suas habilidades e seus conhecimentos, que não se dispôs a aguardar a realização dos desígnios de Ilúvatar. E Aulë criou os anões, exatamente como ainda são, porque as formas dos Filhos que estavam por vim não estavam nítidas em sua mente e, como talvez o poder de Melkor ainda dominasse a Terra, desejou que eles fossem fortes e obstinados. Temento, porém que os outros Valar pudessem condenar sua obra, trabalhou em segredo e fez primeiro os Sete Pais das Sete Casas dos Anões num pálicio sob as montanhas na Terra-Média.

Ora, Ilúvatar soube o que estava sendo feito e, no exato momento em que o trabalho de Aulë se completava, e Aulë estava satisfeito e começava a ensinar aos anões a língua que inventara para eles, Ilúvatar dirigiu-lhe a palavra; e Aulë ouviu sua voz e emudeceu. E a voz de Ilúvatar lhe disse: - Por que fizeste isso? Por que tentaste algo que sabes estar do teu poder e da tua autoridade? Pois tens de mim como dom apenas tua própria existência e nada mais. E, portanto, as criaturas de tua mão e de tua mente poderão viver apenas através dessa existência, movendo-se quando tu pensares em movê-las e ficando ociosas se teu pensamento estiver voltado para outra coisa. É esse teu desejo?

- Não desejei tamanha ascendência. - respondeu Aulë. - Desejei seres diferentes de mim, que eu pudesse amar e ensinar, para que também eles percebessem a beleza de Ëä, que tu fizeste surgir. Pois me pareceu que há muito espaço em Arda para vários seres que poderiam nele deleitar-se; e, no entanto, em sua maior parte ela ainda está vazia e muda. E, na minha impaciência, cometi essa loucura. Contudo, a vontade de fazer coisas está em meu coração porque eu mesmo fui feito por ti. E a criança de pouco entendimento, que graceja com os atos de seu pai, pode estar fazendo isso sem nenhuma intenção de zombaria, apenas por ser filho dele. E agora, o que posso fazer para que não te zangues comigo para sempre? Como um filho ao pai, ofereço-te essas criaturas, obras das mãos que criaste. Faze com elas o que quiseres. Mas não seria melhor eu mesmo destruir o produto de minha presunção?

E Aulë apanhou um enorme martelo para esmagar os anões; e chorou. Mas Ilúvatar apiedou-se de Aulë e de seu desejo, em virtude de sua humildade. E os anões encolheram diante do martelo e sentiram medo; baixaram a cabeça e imploraram clemência. E a voz de Ilúvatar disse a Aulë: - Tua oferta aceitei enquanto ela sendo feita. Não percebes que essas criaturas têm agora vida própria e falam com suas próprias vozes? Não fosse assim, e elas não teriam procurado fugir ao golpe nem a nenhum comando da tua vontade.

Largou, então, Aulë o martelo e, feliz, agradeceu a Ilúvatar, dizendo: - Que Eru abençoe meu trabalho e o corrija!

Ilúvatar voltou a falar, entretanto, e disse: - Exatamente como dei existência aos pensamentos dos Ainur no início do Mundo, agora adotei teu desejo e lhe atribuí um lugar no Mundo; mas de nenhum outro modo corrigirei tua obra; e, como tu a fizeste; assim ela será. Contudo não tolerarei o seguinte: que esses seres cheguem antes dos Primogênitos de meus desígnios, nem que tua impaciênca seja premiada. Eles agoradeverão dormir na escuridão debaixo da pedra, e não se apresentarão enquanto os Primogênitos não tiverem surgido sobre a Terra; e até essa ocasião tu e eles esperareis, por longa que seja a demora. Mas quando chegar a hora, eu os despertarei, e eles serão como filhos teus, e muitas vezes haverá discórdia entre os teus e os meus, os filhos da minha ação e os filhos de minha escolha.

Então Aulë pegou os Sete Pais dos Anões com suas Seis esposas, e os levou para descansar em locais bem afastados; voltou em seguida a Valinor e esperou os longos anos transcorrerem. E cada Pai foi afastado um do outro, supõe-se que: Dois (Firebeards, Broadbeams) colocados nas Montanhas Azuis, outros Dois (Ironfists, Stiffbeards) colocados nas Montanhas Vermelhas, outros Dois (Blacklocks, Stonefoots) colocados nas Montanhas Amarelas, e por último Durin I, o Imortal foi colocado só em Gundabad, nas antigas Montanhas de Ferro (Ered Engrim).

Enquanto os demais Seis Pais dos Anões foram colocados com suas companheiras Anãs, Durin I não tinha uma companheira primordial, ele foi colocado só em Gundabad, pois o desejo de Aulë fosse que ele se unisse com uma companheira de outros Clãs, e assim os Anões poderiam se tornarem mais unidos, tanto por sangue, quanto respeito mútuo. Os relatos pelo qual Durin era chamado de "Imortal" e possuía enorme veneração em todas os Sete Clãs/Casas variam, é dito que quando os demais Pais encontraram Durin, já possuia a barba e os cabelos em tom branco, algo que gerou enorme respeito pois já possuia idade mais velha que os demais Pais, além de que ele foi o primeiro a ser feito pelo Vala, Aulë, e dele teve maior amor em sua criação. Durin também viveu muito mais que qualquer Anão jamais viveu naqueles tempos, algo que o gerou o honrado título de "Imortal", algo que foi gerando enorme respeito e adimiração dos demais Anões, os Sete Pais mesmo na escuridão do mundo haviam feito muitas coisas belas e reluzentes, mesmo nos salões de Gundabad, um local que se tornou sagrado para os Anões em anos posteriores.

Após terem sido expulsos de Gundabad, eles partiram em migração para encontrarem em um novo lar, e Durin encontrou um vale sobre o qual se erguiam três montanhas cintilantes de neve, e no qual havia várias pequenas cachoeiras que desaguavam num lago ovalado, que parecia mágico: "Lá brilhavam estrelas como jóias nas profundezas, muito embora o sol brilhasse no céu". Durin então nomeou o lago de Kheled-zarâm, o Lago-espelho. Os três picos que sombreavam o lago eram Barazinbar, ou Caradhras, Zirakzigil, ou Celebdil e Bundushathûr, ou Fanuidhol. Os descendentes de Durin ergueram um monolito cheio de runas no exato lugar em que ele havia primeiramente contemplado o Lago-espelho, e, mesmo que as runas tivessem sido apagadas pelo tempo, a influência de Durin, o Imortal jamais foi esquecida. Lá eles viveram juntos, e juntos as Sete Casas dos Anões trabalharam juntos e fizeram um reino crescer e nascer.

E cresceu em tamanho e população nos tempos de Durin, até que tornou-se o maior reino dos Anões, e isso se deu mesmo antes da Volta dos Noldor. Foi então chamado dali em diante por todos os Anões e até mesmo pelos grandes em dias mais sombrios de Khazad-Dûm, A Mansão dos Anões. Como fossem surgir na época em que Melkor prevalecia, Aulë fez os anões resistentes. Por isso, eles são duros como a pedra, teimosos, firmes na amizade e na inimizade, e conseguem suportar fadiga, fome e ferimentos com mais bravura do que todos os outros povos que falam; e vivem muito, bem mais do que os homens, embora não para sempre. Antigamente, dizia-se entre os elfos na Terra-média que os anões, ao morrer, voltavam para a terra e a pedra da qual eram feitos; no entanto, não é essa a crença entre eles próprios. Pois que Aulë, o Criador, que chamam de Mahal, gosta deles e os acolhe em Mandos em palácios separados; e que ele declarou a seus antigos Pais que Ilúvatar os abençoará e lhes dará um lugar entre os Filhos no Final. Então, seu papel será servir a Aulë e auxiliá-lo na reconstrução de Arda depois da Última Batalha. Dizem também que os Sete Pais voltam a viver em seus próprios parentes e a usar de novo nomes ancestrais: dos quais Durin foi o mais célebre em épocas posteriores, pai daquela família mais simpática aos elfos, cujas mansões ficavam em Khazad-Dûm.

Durin I, viveu em grande glória em Khazad-Dûm antes do Sol e da Lua surgirem, ninguém sabe exatamente quando Durin I faleceu mas especula-se que ou faleceu quando o Sol se ergueu no Ano 1, ou viveu por toda Primeira Era, não se sabe exatamente, os registros mais precisos se encontravam em Khazad-dûm, Doriath ou Nargothrond, mas estes foram perdidos. Se tem conhecimento que os Anões viveram um reinado dourado cheio de glória e majestade com Durin I, o Imortal, neste período viveram as Sete Casas dos Anões juntas em Khazad-dûm.

Foi no ano de 444 da Primeira Era do Sol, que Durin I havia chegado a falecer. Ninguém estava por perto quando ocorreu, porém foi em seu último dia, ele havia mantido uma boa rotina, auxiliou muitos em Khazad-dûm em trabalhos, logo ao amanhecer caminhou até Gundabad onde avistou seu lar do despertar, havia auxiliado todos naquele em qualquer dever que houvesse necessitado. Ao tempo do jantar em grande banquete sentou-se e aproveitou o tempo ao máximo que pode com seus filhos. Quando no horário de seu sono, durmiu quando a lua estava aos céus, e as estrelas cobriram todo o Lago-Espelho.

Depois de mais da metade do dia seguinte, não havia saído de seu quarto, quando sua filha, Durkâ havia entrado ao quarto para ver como seu pai estava, um grito tenebroso ocorreu por Khazad-dûm, que se seguiram por mais gritos e choros, pois o Pai estava morto. Seu espírito havia cruzado para os Palácios de Espera de Aulë, onde seria bem recebido por Mahal e os demais Pais dos Anões, seu falecimento ocorreu durante a noite profunda, dos Sete Pais, apenas três permaneciam vivos; Thélor I, Múar I e Druín I. Mas não haveria tumba, ou cripta para o Pai dos Sete Povos, seu corpo havia sido então depositado em um grande caixão de pedra grossa, sua tampa era feita de vidro grosso, esta foi lacrada ao caixão. Nas bordas da grossa tampa do mesmo, foram entalhadas os emblemas de todas as Sete Casas.

Mas este caixão não seria enterrado, ou colocado em alguma casa dos mortos, muitos dos mais nobres e bravos anões o ergueram, levando o mesmo para além do Portão Leste e o caminho de Dimrill, onde diante do Lago-Espelho ao anoitecer, seu caixão foi lá colocado dentro do lago, onde as águas fizeram as estrelas reluzirem como diamantes por sobre a beleza do Lago-Espelho, lá todos avistaram o caixão atingindo o fundo do lago com a sua parte de cima virada para a superfície do Lago, Druín I se aproximou procurando de um lado para o outro algum local, até que ao parar fincou uma enorme pedra em algum ponto e em nas do Khuzdûl lá estava escrito: "Durin I esteve aqui." E mesmo que as letras daquelas runas fossem apagadas, a influência de Durin lá permaneceria e o monumento jamais se quebraria. Mesmo em futuros anos sombrios, pois nela foi colocado todo o poder da Magia dos Anões.

E em vozes grossas e cheias de louvor os Anões cantaram:

O Mundo jovem, verde o monte,
E limpa era da lua a fronte;
Sem peia pedra e rio então,
Vagava Durin na solidão.
A monte e vale nomes deu,
De fonte nova ele bebeu;
No Lago-Espelho foi se mirar
E viu um diadema estelar,
Gemas em linha prateada,
Sobre a fronte emsombreada.

- O mundo belo, os montes altos,
Nos Dias Antigos sem sobressaltos
Em Gondolin e Nargothrond,
Dos fortes reis que agora vão
No Mar do Oeste além do dia:
Belo o Mundo que Durin via.

Rei era ele em trono entalhado,
Salão de pedra encolunado
No teto ouro, prata no chão,

E as fortes runas no portão.
A luz da lua, de estrela e sol.
Presa em lâmpada de cristal,
Por Noite ou núvem não tolhida,
Brilhava bela toda a vida.

Lá martelava-se a bigorna,
Lá se esculpia a letra que orna;
Lá se forjavam punho e espada,
Abria-se a mina, erguia-se a casa.
Perla, berilo e opala bela,
Metal plasmado feito tela,
Broquel, couraça, punhal, machado,
Lança em monte, tudo guardado.

O Povo então não se cansava;
Toda a montanha retumbava
Ao som de harpas e canções.
E trombetas junto aos portões!

O Mundo é cinza, velho o monte.
Da forja o fogo em cinza insonte;
Sem som de harpa ou martelada;
No lar de Durin, sombra e nada.
Sobre a tumba raio nenhum
Em Moria, em Khazad-Dûm.
Mas ainda há estrela que reluz
No Lago-Espelho, sem vento e luz.
A sua coroa no lago fundo.
E Durin dorme sono profundo.

E lá ele permaneceria até o fim dos tempos, quando Durin novamente se ergueria quando o mundo fosse reconstruído, até isso acontecer os Anões iriam aguardar o retorno de sua encarnação. Voltaram os Anões então para Khazad-dûm sua mansão, onde tudo permanecia um grande monumento da imagem do sonho do Pai Ancestral, porém fantasmagórico, vazio e sem a glória que se havia conseguido. Mas nesses tempos tão sombrios e cheios de dor, o trono da Mansão dos Anões estava vazio.


Última edição por Durin II Îr-Hrothgar em Seg Set 13 2010, 02:05, editado 1 vez(es)
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Durin II Îr-Hrothgar

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MensagemAssunto: Re: 1° Grande Salão de Durin I   Qua Jul 28 2010, 16:39

O dia havia chegado, todos os povos das Sete Casas dos Anões foram convocados para uma assembléia ao 1° Grande Salão de Durin I, o récem-falecido Pai Imortal. A multidão pairava impaciente diante de uma assembléia tão importante em tempos tão sombrios, ao local estavam as grandes e fortes multidões dos anões de todas as Sete Casas dos Povos de Aulë. Eram sete mil bravos Khazads lá reunidos em momento tão agourento, observavam um grande palanque feito na rocha do lado direito do salão.

Quando de dentro do mesmo vieram vários anões de grande importância, seguidos por soldados e comandantes do exército. O escolhido para anunciar ao povo a decisão tomada foi Balin Fundinul, dos anões o mais respeitado e ouvido, não por ser velho, ou nobre. Retinha a sabedoria e bravura dos anões. Falou com os anões em tom alto, cheio de compaixão e amor em sua voz, pois entendia a perda dos mesmos:


- Bravos filhos de Mahal, eu venho até aqui vos anunciar: Não mais chorem! Por que a noite é mais escura bem antes do amanhecer... e o amanhecer veio, pois hoje no amanhecer viemos anunciar para todos os aqui presentes nossa decisão diante de fatos tão sombrios que se abateram sobre todos nós; Um novo rei! Se sentará no trono de Durin! - fez uma breve pausa, observando os olhares curiosos dos que o ouviam: - Dos anões o mais nobre, o mais bravo, o mais corajoso e aquele que possui o mesmo nome de nosso pai, senão seu filho! Durin II! A ele nós apontamos e acreditamos que é apto o suficiente para receber a coroa.

Terminou com suas palavras quando se afastou de perto da sacada do palanque, dos portais pelo qual todos os demais anões de grande nobreza entraram, veio Durin II Îr-Hrothgar, seu semblante era sereno e majestoso, retinha um sorriso confiante aos lábios, que demonstrava a confiança que aqueles membros daquele conselho retinham pelo mesmo, suas vestes eram de vermelho profundo, com fios feitos do mais puro e delicado ouro, em seus ombros rubis e diamantes lá estavam encrustados, longa era a capa dourada por fora e negra por dentro que estava presa as vestimentas que seu corpo trajava, seus cabelos e longa barba bem cuidados eram brancas algo que demonstrava idade, que simbolizava a sabedoria, em feições lembrava muito a imagem de seu pai, Durin I, O Imortal.

E pela primeira vez ele falou com seu povo, sua voz simbolizava a força e dureza das pedras que eram lentamente lapidadas como a Pedra das forjas, seria lembrada com de forma majestosa, cheia de esplendor como a imagem dos senhores dos anões que haviam tido poder espantoso em tempos passados, mostrava-se o marco inicial do que seria o início de uma nova Era para os anões, mais própera, mais rica, seu tom e seu significado eram mais brilhantes e explendidos do que todo o tesouro que Khazad-dûm já teria possuído, mais afiada do que o fio dos machados anões, tão resistente e forte quanto os vários anéis que formavam suas malhas brilhantes, não muito breve ela seria apresentada como uma imagem do futuro que foi há muito esperada, de algo que acontecer para lhes fazer lembra-se de seu antigo Rei por todo o sempre:


Meus caros amigos, parentes, súditos... meu povo! O povo anão! Os filhos de Mahal! Meus caros compatriotas, senhores das montanhas, Sete povos de Durin! Somos nós! Eu lhes direi desde já; Uma nova era nasce agora para nós, pois com a morte de nosso maior Pai, Durin I, meu pai, para os anões ele sempre será o maior de todos os anões, um Rei que transcerá os limites do tempo e imaginação. Eu, sou apenas seu filho, tentarei ser tão grandioso quanto meu pai outrora foi com cada um de vós que pairam diante de meus olhos. Com meu pai, o reinado encontrou seu fim, apenas para se erguer, para se levantar neste dia, pois hoje mesmo eu o excomungo de nossa existência! E através de mim virá um Império! O Primeiro Império já existente entre os povos desse mundo, Arda como chamam os elfos, será o Império Sagrado der Khûz (Dos anões) de Khazad-dûm, com o Reinado do Povo dos Barbas-longas a partir de mim será majestoso e cheio de glória! Mas para termos a força além do que o nome inspira as Sete Casas jamais devem criar desunião entre si, devemos esquecer as diferenças e raiva que cada um sente pelo outro, devemos compreender plenamente ao outro e o outro devemos compreender totalmente o outro, assim deve ser até o Fim dos tempos! Na reconstrução do Mundo... porque a mim é revelado que caso assim não seja, será em eras futuras que essa desunião nos custará caro, nos custará não apenas nossos tesouros, mas nossas vidas e nossa lar.

Fez uma longa pausa enquanto seus olhos percorreram pelos rostos da multidão, prosseguindo no mesmo tom:

- Lembrem-se da minha promessa por mais que ouro, prata, gemas, aço, ferro e todos os minérios que existem, porque não se passa apenas sobre tesouros, mas sim sobre novas terras, sobre alegria, sobre amor, sobre dor, sobre nosso esplendor, o Mundo se curvará e todos os Povos tremeram perante nossa glória e soberania, dos povos de Mahal, pois nós seremos os governantes destas terras e por nós virá a Luz e a Vida dez mil anos de glorificação deste Império, e eu vos digo meus caros compatriotas, meu povo! Honrem as palavras de vosso Imperador! Porque eu me proclamo desde hoje até o fim de minha vida, desta forma... Alto-Imperador Durin II Îr-Hrothgar! Senhor dos Anões, Chanceler Supremo e Alto-Governante de Todos os Domínios Anões de Todos os Tempos sejam Futuros, Presentes ou Passados, e assim meu Povo deve se lembrar deste título, porque hoje nós sobreviveremos! Amanhã nos ergueremos absolutos e governaremos grandes destinos por todos este mundo! Com grande relutância que aceitei este cargo, mas vão e sejam abençoados Filhos de Mahal! Pois sobre a glorificação e benção de vosso Imperador Mal algum irá lhes afetar, assim eu juro sob meu nome!

Ao término de seu primeiro discurso, seu povo respondeu em grande clamor e adimiração pelas palavras de Durin II que aparentou aprantar a dor de seus corações com suas palavras tão formosas, os mestres de tradição inventaram uma nova forma de saudação ao Império agora récem-criado:

- All Hail Durin II!! All Hail The Emperor!! ALL HAIL THE EMPIRE!! ALL KHAZAD-DÛM!!

Todos os membros que havia estado na reunião para a escolha de um novo líder, ficaram pasmos com a resposta que os povos dos anões haviam dado ao mesmo, com tanto clamor e veneração pelas ações de um senhor dos anões que realmente parecia que poderia mudar tudo que estava ocorrendo e cercando todo este povo.

E o Alto-Imperador seguiu pelas escadarias, descendo até o encontro de seu povo, que o clamaram com maior veneração e o louvor, o saudavam com tanto amor e clamor que jamais um anão foi tratado com tanta veneração desde Durin I.

Se dirigiu pelos caminhos da multidão até o local onde o trono de Durin I havia sido colocado, erguido por uma longa escadaria, subindo as escadarias ainda se ouvia alto os clamores e saudações de grande louvor que todos os anões faziam a seu Rei. Ao topo da mesma, ele se sentou ao trono, sem coroa em sua cabeça, onde fizeram grande silêncio e aguardaram.

Do mesmo local que Durin II havia vindo, vieram vários anões de grande nobreza e importância para o povo dos anões, a frente vinha Nár, Guardião dos Tesouros dos Sete Clãs, segurava uma almofada dourada, que portava a coroa designida ao Alto-Imperador. Era uma grande e altiva coroa feita de ouro, com rubis e esmeraldas encrustados em suas laterais, também haviam entalhes de ouro branco com runas mágicas em Khuzdûl e caracteres de Fëanor, feitos e colocados com toda a magia dos anões para proteger seu novo líder. Ao subirem a escadaria, Nár se curvou aproximando a coroa de Durin II, que não estendeu seus braços para toma-la, pois esse não era o seu dever. Mas sim de Druín I, que veio apoiado em seu cajado tomando a coroa em suas mãos ossudas e idosas, deixando seu cajado para seu servo segura-lo, ele a ergueu para todos os anões a observarem.

A descendo lentamente para a cabeça de Durin II, ele falou com sua voz idosa, em tom gutural porém firme:


- Somente um herdeiro genuíno do Pai Imortal poderia se sentar neste trono. E somente o Rei usaria esta coroa assim para ele preparada e com toda a magia e poder dos anões nós lhe damos nossa proteção, com louvor e amor nós lhe damos nossa benção. A ti, Durin II, Senhor de Khazad-dûm e Líder dos Sete Povos de Mahal, nós somos teu povo e assim o seguiremos até o abismo.

Colocou então a coroa por sobre a cabeça de Durin II, apenas duas vezes ele a tiraria de sua cabeça, não mais a tiraria até o fim de sua vida. Mas agora ele era Rei dos anões, porém se proclamara Alto-Imperador de todos os reinos e locais que qualquer anão vivesse. E Khazad-dûm era a sede de seu novo Império, agora ele falou a seu povo como um rei dos anões, jamais qualquer anão ouviu outro rei falar em voz tão majestosa que ecôou até mesmo para os corações de suas Montanhas:

- Povos de Durin! Bravos, fortes e firmes são seus corações, seus clamores e desejos chegam a mim, e eu os executarei! Rios de ouro e prata irão correr em nossas fontes, ampliem nosso Império e o façam forte para resistirmos até mesmo as Guerras do Norte que logo se abateram sobre nós! Pois enquanto nos mantivermos firmes e juntos... resistiremos mais que qualquer elfo do Oeste, Leste, Norte e Sul!

Canções foram cantadas, saudações feitas, seu povo estava novamente alegre e feliz porque agora retinham em seus corações novamente cheios, uma nova esperança, que se tornaria força para seus braços, vigor para suas vidas, coragem para suas ações e virtude para suas razões.

Dali todos festejaram gloriosamente naquele dia, mas muitos voltavam ao trabalho agora felizes e cheios de emoção aos corações. E Durin II se dirigiu até o Salão que lhe havia designado como seu, sua Câmara e seu lar, com eles seus nobres seguidores de coração firme e bravo.
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MensagemAssunto: Re: 1° Grande Salão de Durin I   Ter Ago 03 2010, 20:40

Durante sua estadia em Khazad-dûm, Thrár I e sua corte ficaram maravilhados com tudo que haviam visto e estavam vendo ainda. Pois seu pai havia vivido pelo menos trinta anos em Khazad-dûm e realmente era muito pequeno na época que viveu na Mansão, viveu por dez anos na mesma e se recordava muito pouco desse curto período.

Viram os trabalhadores nas minas, a extração de minério, a forja de espadas, lanças, machados, a confecção de malhas, armaduras, o tratamento e polimento dos escudos, a plasmação de gemas e cristais, o cuidado no trato de moedas de ouro e prata brutos, o erguimento e feituras com pedra, ferro e aço. E a cada corredor aparentava sempre se encontrar algo novo para se observar e comtemplar.

Ao entrarem no 1° Salão e Thrár I observar o monumento aos Sete Pais, lá ele chorou e rezou para seu pai Bárvor I, Senhor do povo de Nogrod, rezou e chorou por seu irmão Havámal, se despedindo de seu Pai ele seguiu seu caminho para o Portão Leste.
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MensagemAssunto: Re: 1° Grande Salão de Durin I   Sab Ago 07 2010, 02:42

Os anões trabalhavam sempre árduamente, mineradores, ferreiros em suas montanhas, trabalhavam o ouro e prata brutos, plasmavam cristais e gemas, produziam malhas e escudos, aperfeiçoavam lanças, espadas, flechas e machados. Sempre aumentavam mais ainda seus arsenais com peças mais poderosas, invejadas e de extrema riqueza.

Produziam mais e mais moedas de ouro, prata e bronze todos os dias também, sempre aumentando mais ainda os cofres de Durin II, seu salão se tornava um enorme oceano de riquezas sem fim, não só de ouro e prata, como de jóias de cristal, gemas, pedras preciosas e peças esculpidas de pedra de maior valor sentimental e dedicadas ao Imperador.

Trabalhavam em construções também, aberturas de túneis, escadas, corredores, dutos de ar, fossos, esgotos, erguiam casas e mais casas de maior valor e glória, ampliavam sempre sua Mansão com maior gosto e veneração em suas obras, sempre com constantes projetos em mente, sempre pensando em qual seria a melhor idéia para aperfeiçoarem sempre mais a Mansão de Durin II.
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Grór I

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MensagemAssunto: Re: 1° Grande Salão de Durin I   Seg Ago 09 2010, 21:09

Grór I desfilou pelos caminhos de Khazad-Dûm com sua pequena companhia de soldados do império de Dúrin II. Por onde quer que passassem ele sempre atraía as atenções, com enorme elegância que tornava todos os outros, sendo ricos ou pobres, em meros mendigos. Apressou-se, e seu pônei negro caminhou com mais destreza e mais força até dar de encontro com Durin II.

Grór I desmontou o cavalo curvando-se diante de Dúrin II, tão majestosamente quanto o próprio Alto Imperador, e falou com um tom altivo e respeitoso.


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Milorde Durin II, como deve ser de seu conhecimento venho de Belegost em pessoa para falar contigo. Soube a pouco tempo do falecimento de nosso grande Pai, Dúrin I, e venho para prestar meus pêsames e servir como um mero servo na necessidade que passar, pois de Belegost há tempos há muita lealdade. Porém trago-o notícias quase tão amargas, pois nosso querido soberano Azaghâl faleceu nos trajetos da estrada dos anões das Ered Luin.

_

Levantou-se enquanto falava, estendendo uma das mãos em direção a Durin II em tamanha nobreza e elegância comparável ao alto-rei.
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Durin II Îr-Hrothgar

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MensagemAssunto: Re: 1° Grande Salão de Durin I   Seg Ago 09 2010, 21:23

As palavras de Grór I foram bem ouvidas, em resposta risos ecoaram ao redor. Pois não havia erro, ou nada engraçado no que ele havia dito, mas sim para quem havia dito, pois não foi para o Alto-Imperador Durin II Îr-Hrothgar, mas sim o Vice-Rei Bifur Khûr-Zirak, que tentou não rir e manter-se sereno com o ocorrido, arranhou a garganta e respondeu justamente e com voz bondosa:

- Hu-rrum... Grande Grór I! Filho de Azaghâl II, neto do Pai do Povo de Belegost! Sinto muito pelas notícias de vosso pai, nós lamentamos sua perda! E deixe-me guia-lo até o Alto-Imperador, sim?

E guiou Grór I com guardas da sessenta guardas da armada de Dori até o 2° Grande Salão de Khazad-dûm, onde o Alto-Imperador mantinha seu trono majestoso.
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Durin II Îr-Hrothgar

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MensagemAssunto: Re: 1° Grande Salão de Durin I   Sab Out 02 2010, 00:52

Todo o povo de Khazad-dûm estava reunido no 1° Grande Salão; Mineiros, Ferreiros, Joalheiros, Ourives, mercantes, pedreiros, engenheiros, mestres de tradições, soldados, lanceiros, arqueiros, guerreiros, nobres, uzbads, tenentes, comandantes, generais, escultores, cozinheiros, servos, todo o povo lá estava aguardando por Durin II, enquanto cochichavam entre si sobre a ameaça em sua soleira, que não lhes causava medo, mas sim raiva e temor pelo contingente que estava lá, algo que ninguém sabia.

Veio então Durin pela grande porta que seguia por um corredor até os pavilhões inferiores, ele se direcionou até o local alto onde o trono de seu pai fora implantado em outrora, levou seus olhos para todos os lados, para cima e para baixo, então ele falou, até o fim de suas vidas todos aqueles anões se lembraram daquelas palavras e daquela voz, esse discurso se tornou rumor e lenda para gerações futuras ao Imperador Durin II, ele era belo e magnifico como um antigo senhor élfico, era forte como um guerreiro, poderoso digno de se comparar a um Maiar, isso foi algo não se viu depois de muitas gerações no Clã de Durin após o primeiro Imperador, era o mais venerado líder dos anões desde seu pai, genenoroso como o verão, sábio como o outono, rico como a primavera e duro como o inverno, sua voz era mais magnifica e resistente que todas as jóias, espadas e escudos do mundo;


- Povos de Khazad-dûm! Filhos de Durin! Feitos sombrios despertam em nossas portas, agora pelo ódio, trazendo ruína em meio a uma alvorada vermelha! Diante de tantas mortes que estes seres causaram, o que nós podemos fazer? Diante de tamanho horror qual diferença fazemos? Eu vos respondo: Nós podemos lutar! Pois chegará um dia que anões, homens e elfos traíram suas amizades, chegarão tempos de lobos, onde os cruéis monstros terminaram com nossa existência e sua era começará. Mas não será hoje! Pois hoje nós lutamos, nós lutamos por liberdade, por glória, por mais que ouro e prata, nós lutaremos mas não em vão; nós iremos esmagar a todos nossos inimigos com punhos de aço! Com nossos escudos resistiremos a suas armas, com nossos machados cortaremos suas armaduras, com nossas vozes os intimidaremos, com nossas forças os quebraremos! Mesmo que a malha rasgue, o elmo caia, a armadura quebre, a espada lasque; nós iremos resistir mais que eles e manteremos Khazad-dûm intacta de inimigos até o último de nossa estirpe permanecer vivo neste mundo, até o último tombar, nós prevaleceremos! E eu juro sob minha existência, que eu seja lançado nas Trevas Eternas caso eu esteja mentindo; mas estes seres irão colidir diante de nossos escudos, estes serão rasgados por nossas espadas, estes seres serão dilacerados por nossos machados!

Fez uma breve pausa, erguendo seu braço e gesticulou suas palavras de forma explendida e soberana diante de seu povo, e Druín I teve um vislumbre sombrio do frio futuro que aguardava o mundo e sorriu, nada dizendo e Durin II prosseguiu:

- Vão! E tragam a ruína a estes que nos assolam! Mandemos eles de volta a seus lares malévolos com o orgulho quebrado e o medo encrustado em seus corações antes de pensarem duas vezes em virem aqui e enfrentarem os anões de Khazad-dûm!!

Com isso terminou seu longo e incrivel discurso, já seu povo em resposta; louvava em alegria, urrava em raiva, gritava em ódio, e o Imperador tomou seu machado e escudo em mãos, erguendo Ótyr firme entre seus dedos, e com sua legião de cinco mil e quinhentos, mil e quatrocentos besteiros anões liderados pelo Imperador, por Múar I, Balin, Dwalin, Bifur, Bofur, Bombur, e todos os oficiais da Mansão dos Anões eles rumaram para o Portão Leste, onde decidiriam a batalha que se aplacava em sua porta. Assim estabeleceria algo maior nos corações e mentes de seu povo, que ele era de fato único, que ele realmente havia sido... digno ao trono.
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