Beleriand - The First Age

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 Aerdrie Faenya

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Fingolfin

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MensagemAssunto: Aerdrie Faenya   Qui Jul 22 2010, 22:54

Quando os Noldor chegaram, se estabeleceram nas férteis planícies de Mithrim. Lá muitos continuaram a viver, tanto aqui como em Hithlum e Ard-Galen. Esses pequenos povoados aumentaram e número e resistência, sendo reconhecido como cidades. E muitos deles receberam nomes: Vinyamar, Cirith Ninniach, Tol Sirion... E não foi diferente com Aerdrie Faenya.

O Primeiro vilareijo Noldor que se estendeu até o rompimento do cerco e a pesada mutilhação de Morgoth, Aerdrie Faenya é muito reconhecida e querida pelos noldor que tiveram de fazer a pesada travessia do gelo atritante.
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MensagemAssunto: Re: Aerdrie Faenya   Qui Jul 22 2010, 23:11

Outro dia se iniciara. Fingolfin acordara lentamente, como se despertasse de um sono centenário. Se levantou, caminho até uma pilastra e lá se segurou, observando o leste, vendo nele uma chama terrível prestes a despertar e explodir. A grande guerra ia retornar, Fingolfin sabia disso, só torcia, conciente de que em vão, para que não acontecesse.

Os olhos de Fingolfin brilhavam com o Sol, e refulgia com a nobreza dos Noldor. Seu rosto estava límpido e despreocupado. Por muito tempo continuou a fitar o leste com seu olhar sereno, sentindo o vento bater em seu rosto como que tentasse o acalmar. Ele cedeu, apreciou o gosto do vento e, um segundo depois, já estava caminhando.

Foi até conviniente o que fez. Caminhou com pressa até Gwindor, puchando-o pelo braço com tamanha velocidade que surpreendera o general, mas mesmo assim ainda sereno. Puxou o General que perguntava eufórico até um campo pálido, porém abraçado pelos cuidados do rio. Lá, Fingolfin falou com tamanha conciência e sabedoria que, para Gwindor, pareciam estar ali há horas, mas a voz de Fingolfin soara como música dramática aos ouvidos de Gwindor.



Gwindor, é presente a forma de Melkor no vento frio de hoje. Ele trabalha insanamente com suas tropas. Não se sabe as maldades que ele forja antes que ele as lance contra nós. Portanto devemos estar prontos para a eventualidade de sua ascensão. Ordeno-o que mande um mensageiro a Minas Tirith cobrar a lealdade deles e de suas muralhas. Também construa uma proteção aos civis e recrute homens para defendê-los quando necessário. Ordeno que o faça imediatamente, Gwindor! Antes que as chamas das Thangorodrim subam novamente e nossos dias estejam contados!

Gwindor ficara espantado, acreditando que Melkor havia atacado o cerco. Logo ele assentiu com a cabeça e como que uma lebre se virou e correu os tropeços. Fingolfin se acalmara, sua pressa evaporara como que alguém jogasse água no fogo. Logo voltou a admirar a paisagem ao redor, rodando lentamente e apreciando o trabalho dos valar.

Não se sabe o que se maquina naquelas forjas escuras. Nossos dias estão chegando ao fim, somente vamos lutar para a ampulheta parar. Que seja a vontade de Eru, e não a de Feänor, que traga de volta aquelas Silmarils e essa sina nos deixe em paz e uma vez!

Passou mais um tempo ali, antes de se virar e adentrar sua casa, sem saber o que fazer em seguida.
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MensagemAssunto: Re: Aerdrie Faenya   Sab Jul 24 2010, 00:00

Fingolfin continuou o dia em sua casa, vislumbrando o horizonte e o vento frio que batia nele. De repente, e aos poucos, o sol começou a ficar mais claro, o calor começou a subir, o vento começou a soprar mais forte. Era um sinal, Fingolfin sabia disso, e se entregou ao prazer do vento, e como um sussurro, o vento o relatou. Então abriu os olhos e fitou Ard-Galen ao longe. Sabia que era a hora, então desceu sua casa, e foi até Gwindor em uma roda dos generais de aerdrie Faenya. Enquanto Gwindor dançava cantando sua história, e os outros o observavam sentados, Fingolfin o chamou a atenção. E Gwindor se virou em um susto tremendo, e os outros riram.

Gwindor, sinto que a hora chegou. Pegue os soldados que recrutou e marche para Eithel Sirion, precisaremos de defesas por lá. Deixe apenas uma milicia razoável para a defesa.

Mas senhor, a sombra e o poder de Morgoth estão neutralizados! Não há o que temer!

Fingolfin olhou com um olhar sério para Gwindor, fitando seus olhos cinzentos e intimidando sua hesitação.

Não seja tolo, Gwindor! Sabe muito bem que o poder de um Valar não será neutralizado facilmente, agora faça o que ordenei!

Gwindor fez uma reverência rápida, demonstrando um anseio por partir. Deixou sua garrafa ao chão e acenou a seus companheiros. Fingolfin se virou, seguindo Gwindor com os olhares até o mesmo desaparecer entre as casas de Aerdrie Faenya. Tão logo Gildor Inglorion o surpreendeu por trás, falando com pressa e assustando Fingolfin, que pensava nas trevas de Melkor.

Senhor, o senhor sabe muito bem que Gwindor manda nas tropas sozinho! Não se pode confiar mais em seus outros capitães, como antigamente?

Fingolfin fez um olhar estranho, e parecia recuar a cabeça antes de responder.

Gildor Inglorion, você tem inveja de Gwindor? Não seja tolo! Paciência é virtude dos fortes. Saiba, você tem uma fonte muito mais preciosa, militarmente falando, é claro. Desejo acima de tudo você aqui, e só sairá para comandar quando suas habilidades já estiverem totalmente estimuladas.

Virou-se e saiu, deixando Gildor desfrutando da confiança de seu senhor com esperança de, um dia, chegar a ser superior de Gwindor.
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MensagemAssunto: Re: Aerdrie Faenya   Ter Jul 27 2010, 18:24

A tarde chegava ao fim, o sol suplicava por descanso, e descia em direção a Valinor quando Laurëril foi visto nos gramados altos e distantes de Mithrim. Os guardas se estenderam em saltos e, rápido até demais, pos portões foram abertos. Laurëril adentrou os portões como se não tivesse notado a cidade, e cavalgou rápido até dar de encontro a Gildor Inglorion, que parou o cavalo de Laurëril, quase sendo atropelado. O cavalo relinchou em sintonia com os gritos das damas e crianças que se afastaram da frente do cavalo, e o comandante se aproximou do cavaleiro, passando sua mão pela crina e o pescoço do cavalo, que relinchava de contentação.

É a mensagem, Laurë?


Laurëril sorriu ironicamente. Sabia que ia ser chamado assim, e demorou um pouco para concordar com gestos da cabeça. Majestosamente Gildor tirou a mão, e deu um tapa na coxa do cavalo, que em ira tornou-se a cavalgar. Laurëril pareceu uma criança em cima de um cavalo quando este partiu, mas logo conseguira se estabilizar e montar-se elegantemente.

Fingolfin, em sua casa, fora chamado a atenção por três guardas, que o chamaram atrás dele. Fingolfin se virou com elegancia, segurando uma taça de cobre com as duas mãos, como um padre faz com o vinho na igreja, e de lance viu o que acontecia na cidade. O cavalo de Laurëril chamara tanto sua atenção que os sons ao seu redor se diminuíram, e ele pode ouvir os trotes do cavalo, um pouco distante, e se aproximando. Fingolfin desceu as escadas, pegando no ombro do soldado da direita dispensando-os, e logo retornou a mão a taça. O cavalo parou de lado para Fingolfin, e seu portador parecia não sofrer a Inércia naquele momento. Fingolfin acariciou a crina do cavalo, e com um tom confortável conversou com Laurëril.


Então, Laurëril, compriu seu objetivo?

A resposta demorou vários segundos, e Laurëril olhou o temor de não ter dado certo nos olhos de Fingolfin.

É claro, milorde.


Ótimo! - Disse Fingolfin, tomando um gole da taça. - Agora retorne para Minas Tirith e governe no meu nome. Nossa jornada acabou, meu amigo, agora é esperar para o resto do plano dar certo.

Fingolfin sorriu; dissera "Nossa" apenas para acalmar o coração esnobe de Laurëril, que não sorriu, apenas ficou em sua posição e com uma expressão de ira, porém moderada, disse:

Então é isso, não é, meu senhor Fingolfin, Rei Supremo dos Noldor? O Senhor descança em paz em Cirith Ninniach e Gildor cuida de Aerdrie Faenya para vossa sinhoria, enquanto eu tenho de cuidar de um medíocre e pobre lugar. Não é justo, milorde, e não vejo que não tens confiança em mim!

Fingolfin ouvira tudo com uma expressão de desaprovação. Ouvira e testemunhara, mas não queria acreditar no que ocorria. Ele sabia o espírito esnobe e ambicioso de Laurëril, e temera esta conversa desde a forja de seu plano.

Você sabe, Laurëril, que suas habilidades nobres de liderança são excelentes. Porém devemos deixar que outros também tenham essa experiência. Gildor é jovem e não muito experiente como Gwindor, e quero fazer dele um grande líder. Se aceita realmente ser leal a mim e aos principais patriotas, continue sendo um, e partilhe o comando. Recuso-me acreditar que seu espírito esnobe e ambicioso voltou a atacá-lo.

Virou-se e partiu, segurava aquela taça apenas para dar um tom de nobreza; e também por não ter onde deixar. Aquela conversa surtiu efeito no jeito de pensar de Laurëril, mas não nos primeiros minutos, já que este se irritara. Laurëril observou Fingolfin adentrar a casa, já deixando sua ira atacá-lo, e trotou rápido, descendo a cidade de encontro a Minas Tirith. No meio do caminho até o portão, ele amaldiçoou Fingolfin e os filhos de Fëanor, mas depois passou a aceitar, e honrar, as palavras que Fingolfin desferiu.
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MensagemAssunto: Re: Aerdrie Faenya   Ter Jul 27 2010, 20:41

O sol já se recolhia em Aman quando Gildor Inglorion chegou as portas de Fingolfin, que continuava de pé virado para a mesa, olhando em linha reta para o cerco do norte. Gildor chamou-o por seu nome baixinho, e esse se virou como que se um tornado vinhesse em direção a sua casa. Ele olhou nos olhos de Gildor e falou para ele com um tom amigável

Gildor Inglorion, ainda hoje reclamaste pela liderança das forças armadas, porém cuidar de uma cidade é muito mais gratificante. Partirei hoje para Cirith Ninniach, onde pretendo ficar até os eventos mais bruscos chegarem a nossos ouvidos. Até mais ver, Gildor Inglorion!

Gildor sorriu, contente, e observou seu senhor passar pelo mesmo como uma sombra e ir até seu cavalo como um espírito. Fingolfin montou em um salto, e sem esperar trotou rápido pela cidade. Gildor sentira-se contente com o direito de liderar por ali. Fingolfin cruzou a cidade rapidamente, chegando aos portões enquanto os guardas ainda se levantavam de suas cadeiras para abrí-lo; Fingolfin esperou como se sua pressa tivesse evaporado. Uma vez que fora dos muros, em questão de segundos Fingolfin sumira de vista, ficando na mão dos Valar.
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