Beleriand - The First Age

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 As Thangorrodrim

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Melkor "Morgoth Bauglir"

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Mensagens : 29
Data de inscrição : 29/06/2010

MensagemAssunto: As Thangorrodrim    Qui Jul 22 2010, 20:21

Erguidas antes que o sol e a lua se levantassem, são três grandes montanhas erguidas por Melkor à frente de Angband, no norte da Terra-Média, para servir como uma muralha, para seus Portões. Os picos mais altos da Terra-Média, foram construídos com os restos das escavações realizadas para construir Angband.

Supõe-se que as Thangorodrim tenham tido atividade vulcânica por terem sido usados como fornalhas pelos orcs e escravos de Morgoth.

As Thangorodrim tinham muitos penhascos, como o que Maedhros foi pendurado pelo punho direito até ser resgatado por Fingon. Também possuem um terraço em uma das montanhas, que Húrin foi aprisionado em uma cadeira de pedra.

Ao sul, na base da montanha do meio, havia um canyon com o Grande Portão de Angband. Lá Carcharoth ficava guardando a entrada, após estar crescido. Outros portões menores e secretos também existiam em outros pontos das montanhas, para que as hostes de Morgoth pudessem atacar de surpresa quem passasse por lá.

As Thangorodrim foram destruídas na Guerra da Irá no final da Primeira Era. Quando Ancalagon, o maior de todos os dragões, foi morto por Eärendil, ele caiu em cima das Thangorodrim, o que desencadeou sua destruição.

O nome "Thangorodrim" significa "Grupo de Montanhas da Opressão" em Sindarin.
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Melkor "Morgoth Bauglir"

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MensagemAssunto: Re: As Thangorrodrim    Qui Jul 22 2010, 22:12

Dia após dia, semana após semana, mês após mês, ano após ano, década após década, século após século, milênio após milênio, era após era, desde o início do mundo e o tempo correr sua ordem natural, o único pensamento que sempre se passou pela mente de Melkor foi possuir Arda, dominar a vontade dos outros e ser o Senhor do Mundo.

Do esplendor, por arrogância, caiu no desdém por tudo o que não fosse ele mesmo, um espírito devastador e impiedoso. O entendimento ele transformou em sutileza, em perverter à própria vontade tudo o que quisesse usar, e acabou se tornando um mentiroso contumaz. Começou desejando a Luz; mas quando viu que não podia possuí-la só para si, desceu através do fogo e da ira, em enormes labaredas, até as Trevas. E às trevas recorreu principalmente em seus atos malignos em Arda e encheu-as de temor por todas as criaturas vivas.

Contudo, tão extraordinário era o poder de sua rebelião, que, em eras esquecidas, combateu Manwë e todos os Valar, e durante os longos anos em Arda manteve a maior parte dos territórios da Terra sob seu domínio. Mas não estava sozinho. Pois dos Maiar, muitos foram atraídos por seu esplendor em seus dias de majestade, permanecendo fiéis a ele em seu mergulho nas trevas. E outros ele corrompeu mais tarde, atraindo-os para si com mentiras, ganância e presentes traiçoeiros. Horrendos entre esses espíritos eram os valaraukar, os flagelos de fogo que na Terra-Média eram chamados de Balrogs, demônios do Terror.

Eras passaram e ele dedicou todos os seus esforços para que seus desejos sinistros cheios de horror e ódio, fossem ordenados conforme sua vontade. Aos espíritos que o serviram, os que deturpou e seres que criou anos mais tarde ele lhes passou poderes de regeneração e proliferação rápida. E com isso se tornou mais preso a Terra, em formas sinistras e terríveis, até que logo ficou preso na forma de tirano que havia usado em Utumno: a de um Senhor cruel, alto e terrível, era sua forma vísivel: mas em virtude de seu ânimo e do rancor que nele ardia, essa forma era escura e terrível. E ele havia descido sobre Arda com poder e majestade maiores do que os de qualquer outro Vala, como uma montanha que avança sobre o mar e tem seu topo acima das núvens, que é revestida de gelo e coroada de fumaça e fogo: e a luz dos olhos de Melkor era como uma chama que faz murchar com seu calor e perfura com um frio mortal; e ela transparecia seu poder, o poder de seu todo antes mesmo de se tornar "O Morgoth" porque no início Melkor mostrou o que seu espírito escondia, revelado ao exterior. Era algo mais sinistro, mais horrendo, mais perverso, tão terrível que poucos e quase nenhum mortal conseguiam lhe olhar aos olhos ou encarar sua face, pois foi diante das formas que seus Irmãos trajavam, formas com roupas do Mundo, lindos e gloriosos ao olhar, além de jubilosos: e vendo que a Terra estava se tornando um jardim para seu prazer, já que seus turbilhões estavam subjulgados. Cresceu-lhe então muito mais invejado, ódio, raiva, vendo que o mérito que lhe era negado desde a grande canção nos Salões Eternos. Que sua forma visível de acordo com o âmbito e ódio em seu coração, a inveja e raiva de seu espírito, que cresceram Era após Era, se tornou tão horrenda e tirana em atos e transparência tamanho poder, bramindo o fogo e o gelo, destruindo e pervertendo todas as coisas que seu coração desejava.

E lá estava ele sobre uma superfície lisa, sobre uma das Montanhas das Thangorrodrim, levando seu olhar sinistro para o distante Oeste. De onde havia fugido do cárcere de Mandos no passado, após ter causado destruição e lágrimas sem fim, manchado a Terra Abençoada dos Valar com sangue, fazendo seus próprios moradores fazerem a mesma coisa, uma vingança pessoal consumada contra os Valar, e os próprios eldar, especial Fëanor naqueles tempos.

Havia assassinado o Rei Supremo dos Noldor Finwë, destruído as Duas Árvores, perturbado a paz e harmonia não apenas de Aman, mas de todo o reino de Arda, roubado as Silmaril. E forjou para si uma coroa de ferro e se intitulou Rei do Mundo nas profundezas de Angband, e sua corte eram seus servos horrendos balrogs, demônios, orcs e muitas outras feras. Como símbolo de majestade engastou as Silmarils em sua coroa. Suas mãos ficaram carbonizadas ao tocar naquelas pedras abençoadas, e negras elas continuaram para sempre. Ele também nunca se livrou da dor da queimadura e da raiva causada pela dor. Essa coroa, ele jamais tirou da cabeça, embora seu peso acabasse se transformando num cansaço mortal. Raramente deixava as profundezas de sua fortaleza, comandando seus exércitos a partir de seu trono no norte, isso enquanto durou seu império negro.

Baixou então seus olhos para Beleriand e das Thangorrodrim ele podia observa-la muito bem, olhava também as terras vastas e distantes de Endor, para lá Melkor levou seu pensamento aos Elfos e Homens, seu íntimo se enchia de ódio e raiva ao lembrar dos mesmos. De seus inimigos que o prendiam com um cerco, o Grande cerco do Norte chamavam eles? Não, aquele era um conto de bravura tola de elfos, homens e anões contra Melkor, Primeiro e mais Poderoso dos Ainur e como sucumbiriam derrotados.

Sua mente o levou a lembrança de Fëanor, do medo em vão que havia sentido quando este chegará, e os risos perversos que soltara quando o mesmo fora assassinado bem diante de seus portões. E um singelo sorriso sinistro e perverso se formou em seus lábios, e seus olhos percorreram de oeste a leste, norte a sul, nordeste a noroeste, sudeste e sudoeste de Beleriand, e em resposta do que observava e imaginava das informações que seus espiões lhe traziam, arqueou sua sombracelha direita cheio de malícia e perversidade, pairando só na superfície lisa da Thangorrodrim, onde sua maldade e perversidade puderam apenas responder para si próprio:


- Tolos, a sombra de meu pensamento pesa sobre vocês, aonde quer que vão, meu ódio há de persegui-los até os confins do mundo. E dentro do mundo não hão de me escapar, até que entrem no Nada. Mas se assim o fizerem... que assim seja. Lá serão esmagados pelo frio e trevas que eu preenchi o vazio. E eu, de qualquer forma hei de me mostrar o mais forte e poderoso.

Conforme as palavas de tamanho horror e ódio proliferadas, as Silmaril em sua coroa, reluziram em vislumbre de tais maldições, foi novamente que em passos lentos e pesados rumo à seu trono onde retornou para a sentar-se em seu trono negro. Cercado das Sombras, pois lá a luz desaparesceu; mas a Escuridão que se seguiu era mais do que falta de luz. Naquela hora, criou-se uma Escuridão que parecia ser não uma falta, mas um ser provido de existência própria: pois ele era, na realidade, feita de maldade a partir da luz, e tinha o poder de penetrar no olho, de entrar no coração e na mente, e sufocar a própria vontade e vida.
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