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 A Cidade

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Grór I

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MensagemAssunto: A Cidade   Qui Ago 12 2010, 21:54

Bar-en-Naugla
Construída pelos anões de Belegost por ordem de Grór I, para que o mesmo desfrute de seus próprios cofres e salões, Bar-en-Naugla é uma cidade populosa, com muitos anões de Belegost e principalmente os 'parlamentos' do povo de Belegost.

A organização foi feita da seguinte forma: ao nível mais superior, ao redor da muralha do segundo nível, ficavam as casas da grande maior parte dos Nobres e Lordes de Belegost. A intermédio ficava a região da classe mais pobre; artesãos, comerciantes, ferreiros, etc. E na região ao redor da muralha central ficava a casa dos militares, soldados e generais viviam por ali.

Havia, também, um mercado logo na frente do portão, uma praça do outro lado da cidade, onde também era feito comércio menores; Também haviam forjas na região do 'intermédio', onde os ferreiros também faziam suas forjas pessoas. Já o 'governo' tinha sua própria forja, nos calabouços subterrâneos de Bar-en-Naugla.

A População de Bar-en-Naugla era muito bem tratada: Sistemas Hidráulicos, Estalagens, bebidas locais, Fossos, Poços, Esgotos afastados e ouro em abundância; porém os Lordes e Nobres ainda tinham muitos previlégios como os tais: participar de decisões importantes e dos 'partidos', ter acesso ao salão de festas, organizar festas e conselhos, tinham moradas mais luxuosas e em maior segurança entre outras.
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Grór I

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MensagemAssunto: Re: A Cidade   Sab Ago 14 2010, 19:22

Durante a migração do parlamento de Belegost, Bwalin liderou o grupo dos Nobres, que iam no centro do extremo norte do grupo, que totalizava numa coluna meio desregulada; Nâl liderou os Lordes, que seguiam nas laterais do grupo, sempre armados e acompanhados pelos soldados e Nárn liderou o grupo de civis que seguiam no centro e no sul da coluna-única.

Bwalin ergueu a mão e desceu-a, num poderoso murro ao chão, formando um pequeno buraco. Fez tanta força que seus joelhos cederam, e ele se ajoelhou; houve quem corresse (Nárn e Dwinlur) pensando que ele tivesse tido algum tipo de ferimento ou derrame, mas nada ocorrera demais com ele. Recusou a ajuda de Nárn e Dwinlur, se levantando como um velho e falando como um nobre, para todos os civis e soldados que se aglomeravam no extremo-norte do grupo, diante de Bwalin. Sua voz foi grave, e sua expressão foi amada tanto quanto sua decisão. Seus olhos nobres, assim como seu rosto, transpareciam o rosto de um herói e líder, sendo temido pelos seus 'inimigos públicos'.



_

Houve quem nos tirasse do poder em Belegost, houve quem apoiasse essa maldita decisão e houve quem a desejou e festejou em tamanha alegria que tornava-se tristeza. Eis aqui a nossa nova morada, e aqui viveremos sem intervenção de nenhum outro anão, elfo ou homem. Sejam lordes ou nobres, soldados ou civis, artesãos ou ferreiros, pacifistas ou malevolentes, guardas ou prisioneiros, eis o nosso lar, onde vamos morar e sobreviver a todas as ameaças, e que o fogo ardente de nosso povo continue e triunfe nessa região!

_


A cidade começou a ser construída. Não demorou, e pouco tempo se passou, para que ela se tornasse uma ilustre capital. Tão poderosa e tão majestosa quanto Khazad-Dûm, superando até seus amigos em Belegost e em Nogrod. Eis o poderio de Grór I, Eis o poderio de Grár, Eis o poderio de Azaghâl III... Eis a regência de Bwalin, Senhor dos Campos. Nada fora negado, nenhuma reclamação, queixa ou processo, pois Bwalin a todas escutava e a todas respondia com justiça e louvor, sendo nomeado, popularmente e reconhecido por Nárn e Dwinfur como O Justo.
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Grór I

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MensagemAssunto: Re: A Cidade   Sex Nov 26 2010, 18:37

Os soldados se levantaram e correram aos seus postos com os gritos de Nâl, Dwinlur e Dwinfur. Os civis eram aconselhados e ajudados pelos nobres liderados por Dinfûr e Nárn. No portão da cidade, os agricultores eram acolhidos e ajudados em seu transporte pelos guardas e anões do partido trabalhista gerenciados por Trumfkin e Bwalin (Embora ele não fosse do Partido Inferior ele era Senhor dos Campos). De repente bateu em Bwalin a vontade de comer oliveiras.

Fergi desceu a subida de Zahargrór e puxou seu boi até um nobre, que o levou para guardá-lo. Fergi continuou descendo até dar de cara com sua família. Ele, instantaneamente, começou a correr rua abaixo e abraçou seu filho, sendo abraçado pelo resto da família. Eles foram guiados por Bwalin até uma localidadade considerada segura.

Então estavam os 1500 Anões Besteiros, os 750 Infantaria Anã pesada e os 750 Anões Alabardinos Pesados preparados em seus postos. Os Besteiros estavam nas muralhas de Bar-en-Naugla, Alguns da infantaria atrás dos besteiros e atrás dos alabardinos, que por sua vez estava atrás dos portões com seus pesados machados-lanças apontados para as grossas portas da cidade. O frio bateu no coração de todos, e quando perceberam a névoa preta estava em cima deles. Soavam enquanto seus corpos estavam frios, e a proximidade uns dos outros fez com que o medo passasse rapidamente.
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Melkor "Morgoth Bauglir"

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MensagemAssunto: Re: A Cidade   Sab Nov 27 2010, 01:54

A legião negra seguiu seu caminho até o grande portão no topo de Dolmed, não precisaram estar muito longe para ouvirem e saberem que os anões sabiam de sua vinda e ja estavam preparados por trás dos poderosos portões do povo de Azaghâl, milhares de risos malévolos dos orcs percorreram a noite, e o contingente negro abria espaço porque ao que parecia uma parcela pequena movia-se para frente, a comitiva era dos chefes orcs, e é claro do Capitão Ashzurg, que seguiu com sua comitiva até mais próximo so grande portão, o alto e terrível líder das orlas escuras do Norte, urrava em meio a risos frívolos, seu desejo era de sangue, porém mais que isso era de peleja.

Maior ainda que seu desejo eram as ordens dadas na Prisão de Ferro de onde haviam vindo, por um momento aos que estavam mais perto, puderam ver a língua vermelha tocando os dentes afiados e um assobio foi ouvido, orcs correram, orcs urravam, orcs rangiam os dentes, e batiam as espadas aos escudos, porém do fundo da tropa foi trazido um ser surrado e muito ferido, pequeno, com uma longa barba já muito maltrata e suja, era um anão, com um capuz por sobre a cabeça. Ele foi solto na frente da comitiva de líderes, o Capitão em passos pesados aproximou-se do corpo, estendeu a mão que segurava o machado para trás, aonde um servo o segurou, puxou o capuz, e o rosto foi liberado, para os que estavam mais perto em cima das muralhas e de maior memória, eles puderam ver Azaghâl II, antigo Líder da Casa de Belegost, em um rosto atormentado, sofrido e torturado com maldades inominaveis. E sussuros assim como xingamentos percorreram na muralha entre os anões, pois muitos duvidavam ser Azaghâl, pai de Grór I.

A voz do Capitão foi ouvida, e naquela noite iluminada por tochas de chamas, piras e fogueiras altas, sua voz negra era quente como fogo vivo e dura como os escudos negros:


- Seus cães bastardos! Em nome do grande Senhor de toda Arda, eu vos trago uma pária pra vossa antiga dor! Seu Rei deposto! Azaghâl II, o Nada Nobre, antigo Senhor e Rei do Povo lá das Montanhas altas. E eu vou provar pra vocês quem ele realmente é, o ultimo lá de nossa Casa, pois os companheiros dele capturados já estão mortos a tempos.

Puxou de sua cintura uma faca de lâmina larga e mortal, ergueu a mão direita do anão que gemia em lamentos, e com um ligeiro corte, dois dedos caíram, o dedo do meio e o dedo indicador, porém junto ao indicador, os orcs que estavam por perto puderam ver um enorme e elegante anel com o símbolo do Povo de Belegost, que havia sido um tesouro deixado por Azaghâl I em pessoa. O Capitão sorriu, pegando os dedos, tomando o anel, lançando os dedos a soldados como petiscos, colocou o anel preso junto a uma flecha vermelha, com o qual seu melhor arqueiro disparou, atingindo o tiro no chão por trás das muralhas.

Após uma longa pausa no silêncio absoluto por trás das muralhas dos anões, com os urros, chiados e berros dos orcs perversos e desejosos por peleja, o capitão prosseguiu:


- Isso já esta de bom tamanho como pilhagem, agora daremos um fim a isso, ele merece depois de nos ter contado tudo e apanhado tanto, igual a um cachorro barbudo velho.

Virando-se para as forças negras do norte, urrando com ódio, terror, cheio de malícia e perversidade suas palavras foram audíveis:

- Vamos logo seus inúteis! Ergam ele, depois o cortem; mãos, pés, barriga, depois cabeça!

Os enormes comparsas negros, ergueram o anão, lhe cortaram as mãos primeiro, sangue jorrava, a pele dura dos anões não existia naquele momento, não depois de ter apanhado tanto, depois lhe deceparam os pés, mais sangue tomava a grama do Monte, sangue sujava mais as armaduras negras dos servos de Angband, mas em meio a risos perversos, o próprio Capitão veio da multidão, seus olhos amarelos olharam o anão, que gritava, lamentava e chorava pelo azar de sua sorte, mas com um poderoso golpe, tomou o machado do servo, arrancando a cabeça do antigo Rei como um tiro de espingarda de ar, fez então as legiões dos orcs urrarem tomadas por prazer e desejo por sangue e morte, um chute ele deu na cabeça do anão assassinado, voando alto e atingindo o próprio portão, caindo em seguida na grama esverdeada, agora suja com o sangue.

Riam agora perversamente com seus feitos.
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Grór I

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MensagemAssunto: Re: A Cidade   Sex Dez 10 2010, 22:36

Foi uma noite sombria. O pouco tempo que passara tão rápido mal dera a entender alguma coisa. Nâl, que estava na muralha, tentava entender o que se passava ao redor do Tenente Orco. A noite continuava sombria; minutos pareciam horas, o vento frio vinha e batia nas testas dos anões, como que tentasse os apaziguar. Mas assim que Nâl viu a flecha subiu e raspar em sua careca, virou-se e gritou para Dwinfur que marchava a frente dos soldados. As ordens eram claras: "Pegue esta mensagem!" mas não era mensagem, era um anel.

Dwinfur estremeceu. Suas pernas ficaram bambas, sua pele empalideceu, e suas mãos ergueram-se em direção a Nâl, na muralha acima do portão. O Lorde do parlamento anão nunca pensara em dar tão mal exemplo aos seus homens, principalmente a Bwalin que estava ao lado do exército. Os alabardinos não se emotivaram, por profissionalismo, mas de fato estavam, no seu interior, inquietos e ansiosos. Os segundos viraram horas; os minutos, milênios; e qualquer tilintar de espadas era uma explosão nuclear. O suor frio de todos os anões naquela noite escura e terrorista os deixou desmotivados embora o pouco suor quente permanecesse. Dwinfur finalmente falou, ereto mas bambo, com sua voz grossa mas abatida, com sua baixa estatura mas forte.


_

É o anel da Casa de Belegost! Era o anel usado por Azaghâl no dia de seu desaparecimento!
_


Então Nâl acreditou no que não queria acreditar. Porém foi Trumfkin (que estava ao lado de Nâl) que se virou, balançando sua barba e,como que em câmera lenta, lançou sua espada na direção dos orcs, mas sem soltá-las, apenas como se martelasse o vento, com um grito que nenhum outro ousou desacatar a ordem (outros estavam tão ansiosos que o fizeram antes de Trumfkin falar): "Atacar!".
Os Besteiros, obviamente, dispararam na guarda que cercava o Tenente Orc. Aqueles que antes gritavam e batiam seus escudos com suas armas caíam por cima do sangue que tanto desejavam. As flechas eram certeiras, mas a minoria matava de primeira. Enquanto da metade para trás da legião dos orcs caia e se arrastava pelo campo (ou simplesmente corria para se abrigar junto ao destacamento principal), a metade da frente caía morta como bonequinhos de plásticos quando soltos e a mercê da gravidade.
Enquanto os Besteiros disparavam as flechas, com o mínimo de piedade, bem protegidos pela muralha e mirando perfeitamente na escuridão total. Porém, Dwinfur ergueu-se e, levantando seu machado numa altura inacreditável (devido a sua altura), avançou com seus soldados para os portões, que foram abertos. Correndo o máximo que podiam, à uma distância segura dos orcs, os 500 Alabardinos se posicionaram a frente com suas pesadas lanças apontadas para os que vinham, seus escudos prateados cobrindo seus corpos agaichados e sua armadura completa (Dos pés a cabeça) prateada os protegia; Da mesma forma eram os 500 Machados Anãos, situados atrás dos Alabardinos com a fúria nos olhos e a força bruta nos braços, além de tecnologia avançada nas mãos.

Eis eram o exército. Na primeira linha trás dos Alabardinos estavam Dwinfur, atrás deste estava Bwalin e ao lado deste o famoso Dinfûr, que jurara lealdade suprema. Bwalin e Dinfûr se tornaram bastante amigos depois daquele infortuno com Celegorm, no qual Bwalin foi um dos principais "marketeiros" da propaganda anti-Dinfûr. Dinfûr, jurando lealdade a sua recente grande amizade com Bwalin, armou-se com uma espada longa e jurou proteger Bwalin a todo custo. Era o início do Caos.
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