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 O Palácio de Amroth

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Celeborn

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MensagemAssunto: O Palácio de Amroth   Sab Ago 07 2010, 14:01

Amroth construíu sua morada no lugar mais alto que conseguia em Cerin Amroth. Porém a cidade cresceu, pois muitos seguiram seu exemplo no passar dos tempos, e o a casa de Amroth tornou-se um palácio, cheio de serviçais.

Havia uma sala de estar com uma enorme mesa cheia de cadeiras de frente a duas gigantescas janelas. Ao oeste dessa sala havia a entrada da casa, e ao norte da entrada havia o quarto de Amroth, com três quartos de visita a leste. No andar inferior há a residência dos serviçais, casas mínimas construídas com beleza e nobreza; e isso contradizia a 'regra de altura', mas de qualquer forma eram bastante luxuosas, mas nada comparável a casa de Amroth. Ao leste da sala de estar estava a cozinha.

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Celeborn

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MensagemAssunto: Re: O Palácio de Amroth   Sab Ago 07 2010, 14:26

Quando Amroth finalmente adentrou sua casa, Oropher, que estava na sua frente, virou-se lentamente, como um pneu em 1 km por hora, e estendeu sua mão para a direção de Amroth. Seus cabelos escuros e sombrios sempre davam a Amroth a ideia de malevolência, mas Oropher apenas o chamou com gestos da mão. Quando Amroth pos-se a andar, meio que esticado para frente e com passos esbanjando temor, Oropher se virou, e andou um pouco mais lento até a janela da sala de estar, olhando para as casas e as folhas de Cerin Amroth com enorme prazer e contentamento, pois os tetos cintilavam em um tom lápis-lazuli, e as folhas dançavam com as casas de tom azul claro. Era um festival, elfo pra lá, elfo pra cá, todos trazendo coisas e se alojando em suas devidas casas. Diferente de Caras Galadhon, Cerin Amroth não tinha um líder para organizar tal coisa, e em geral os mais ricos se estabeleceram no topo, abaixo da casa de Amroth.

Eis aqui sua cidade, Amroth de Lothlórien. Aqui viverão muitos elfos que lembrarão de sua memória mesmo no fim do tempo, e não se esqueceram que um dia você os trouxe até esse refúgio nas árvores, onde todos estamos a salvo.

Falou Oropher, colocando as mãos no batente da janela. Amroth virou o rosto para Oropher com uma expressão irritada e imóvel do pescoço para baixo.

Não somos elfos fujões, Oropher. E aqui há de ser um refúgio para os outros, mas para nós será um lar. Um lar onde vamos viver e conviver juntos, sem medo e sem pressão.

Passaram mais algum tempo olhando para a cidade, com seus olhos brilhanto em sintonia com a cintilação das casas e da dança das folhas. Enorme espetáculo, que nenhum dinheiro podia pagar, eles viam de graça e em sua própria morada. Oropher contudo não firmou casa, e passou a morar no quarto de hóspedes do Palácio de Amroth.
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Celeborn

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MensagemAssunto: Re: O Palácio de Amroth   Sab Ago 07 2010, 15:30

Muito tempo se passara, desde quando Amroth formara a cidade. A enorme quantidade de elfos que vieram de todos os cantos seguindo o exemplo de Amroth tornou a cidade tão grande como talvez a própria Caras Galadhon. Mas não era esse o objetivo de Amroth, e nem de Oropher.

Desde quando casou-se com Nimrodel, Amroth dispensou metade de seus servos, valorizando os que deixara. Durante uma noite, Nimrodel estava para ter um filho, e quatro dos servos estavam ao redor da cama de Amroth, tentando ajudá-la. Os gritos eram intensos, e Amroth, atrás de todos os servos, se inquietava e, ao mesmo tempo, torcia e agradecia a Eru pelo presente. Atrás de todos, na porta, estava Oropher; com sua respiração pesava e totalmente concentrado em sua mente, vagando pelos cantos como se previsse algo ruim para o novo pai. Muitos gritos foram soltos, muita ajuda foi fornecida, e amor não faltava de Amroth por Nimrodel, e finalmente o filho nasceu. Os servos o lavaram e terminaram o serviço, deixando Amroth ficar mais próximo de Nimrodel. Ele, com o filho nas mãos, abraçou Nimrodel e ficou a agradecer seus servos, perdendo seu senso de líder e de autoridade máxima. Oropher se contentava, fazia uma festa em seu interior e, quando ia adentrar a sala, um pássaro o chamou a atenção. Ele o pos nos ombros e começou a ouvir cada chiado com uma expressão de tremendo terror e pavor, porém andou normalmente até Amroth, que se levantara com um enorme sorriso de uma ponta a outra e uma enorme alegria interior, que logo se passou quando leu os olhos de Oropher, e viu neles uma sina que o atormentaria para sempre. Oropher então puxou Amroth levemente pelo ombro, e com sua voz séria e pesada ele revelou o que o pássaro falou a Amroth :


Amroth, coisas horríveis assolaram Celeborn! Ele se tornou prisioneiro de Celegorm, que quer a espada negra de Eöl como resgate. É uma questão importante, Amroth, e não devemos recusá-la nem atrasá-la.

Amroth assentiu com a cabeça, e passou os olhos pelo chão totalmente desnorteado e abalado. Pensou, principalmente, em seu filho, e como que um salto agarrou os ombros de Oropher o disse, com uma expressão de pavor e uma voz triste e infeliz.

Acabo de ser pai, Oropher, e já tenho de partir! Prometa a mim que irá cuidar de Malgalad com o mesmo amor e paixão que você cuidou de meu pai! Prepare amanhã um longo banquete, pois quero me despedir de todos.

Oropher assentiu com a cabeça, virou-se e partiu nobremente. E Amroth esfregou a mão na testa, varrendo o chão com os olhos fulmejantes.


No café da manhã do dia seguinte, Amroth se sentou no extremo norte da sala, numa enorme poltrona de Ferro forrada com almofadas de penas de Ganso, onde todo o seu poderio estava representado. Haviam três largas mesas na sala, com quase todos da cidade numa única sala. Ao lado direito de Amroth estava sentada Nimrodel, com seu filho no braço, e ao esquerdo estava Oropher, com um postura nobre e comendo com tanta elegância que aqueles que o viam julgavam ser o rei.

A ceia se seguiu feliz, todos sorriam, cantavam e bebiam a vontade. Amroth falava com todos, mesmo que de lonje, e muito aprendeu sobre os diversos ofícios que muitos desempenhavam naquela manhã, mas mesmo em conversando sem parar Amroth não tirava o peso de ter que abandonar sua família. Oropher fizera uma ceia e tanto, tendo que recontratar os antigos servos de Amroth e ter contado com a ajuda de muitos elfos da região. Ora, a ceia fora tão bela e cheia que até mesmo elfos do vale do Anduin vieram, e dali não saíram, encantados com a beleza de Cerin Amroth. Cadeiras, mesas e almofadas, tudo se resumia em vinho, vermelho e azul, como os civis que vieram de Doriath. Feliz foi a festa, e ao seu final, Amroth se levantou, estendendo as mãos em direção as pessoas, chamando sua atenção. Amroth sentiu o doce cheiro do vinho, o ar morno da hora do almoço e o enorme prazer de ter todos ao seu redor; finalmente a terrível sombra o deixou, e ele feichou os olhos de tanto prazer, mas algumas risadas o trouxeram de volta.


Senhores e senhoras de Cerin Amroth, a um tempo curto moramos nesta cidade. No início não éramos muitos, mas vários vieram seguindo nosso exemplo e hoje nos equiparemos com Caras Galadhon, se Eru o quiser! - Fez uma pausa, e todos riram, inclusive ele mesmo - Mas agora nosso povo de Doriath pede minha ajuda e minha atenção, e eu terei de atendê-los. Isso quer dizer que eu terei de deixá-los por um longo espaço de tempo. - Fez uma outra pequena pausa para respirar, mas foi o suficiente para as reclamações e as incontetações surgirem, e Amroth apressou-se para interrompê-los - Mas não se preocupem, povo de Lothlórien, pois eu voltarei, e enquanto isso, Oropher... - Amroth trouxe sua mão direita a Oropher, que se levantara com tamanha elegância e majestosidade. - irá governar Cerin Amroth durante estes tempos de minha ausência.

E assim terminou a festa. Amroth adentrou seu quarto e preparava uma pequena bagagem quando foi abordado por Nimrodel, que vinha aos choros e puxara o marido com força.

Então é isso? Você vai nos deixar assim que tenho nosso filho? Como ele fica, hã, como fica o nosso filho?

Amroth, trajado com roupas vermelhas; sua malha de prata e sua capa com o capuz verde jogado para trás, pegou nos ombros de sua mulher e aproximou seu rosto do dela, tentando faze olhar em seus olhos, com um olhar profundo e persuativo.

Não é só por nosso filho que choras, afinal Oropher já foi pai e saberá como criá-lo junto com você! Eu não irei demorar tanto, pois voltarei para viver com você para sempre e em paz.

Como que um raio Nimrodel abraçou Amroth com os olhos entupidos de lágrimas, e deixou a marca de seu amor na capa de Amroth, que a abraçava, tentando se conter. Alguns segundos passaram para que Amroth a soltasse e pegasse suas coisas, indo em direção a seu cavalo. Despediu-se de Oropher e seus servos que fizeram uma fila para se despedir em frente ao cavalo. Montou no cavalo, e, no lugar da tristeza, veio a ira que o deu vontade e razão para trotar rápido até Fornost Erain.
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