Beleriand - The First Age

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 Belegost

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Grór I

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MensagemAssunto: Belegost   Seg Ago 02 2010, 18:40

Quando Belegost surgiu, e os anões conheceram os Elfos de Doriath, houve enorme paixão entre os dois povos. Os anões estavam mais dispostos a aprender do que a ensinar, e eles fizeram uma estrada, que foi muito utilizada por elfos e anões.

Os contos dos tempos passaram, e as amizades continuaram. Por muito tempo, Belegost foi comandada pelo rei anão Azaghâl, até que este foi emboscado por orcs nas estradas dos Anões.






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Grór I

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MensagemAssunto: Re: Belegost   Seg Ago 02 2010, 19:12

A noite nublada continuava, e os nobres e lords de Belegost se juntavam a "poutrona real" de Azaghâl, Rei Local. Nogrod, outra fortaleza, não se podia contar com um povo menor e menos poderoso que os próprios "Belegostinos", mas ainda sim podiam ser uma ajuda importante e memorável.

Outro mensageiro adentrou os portões, roçando as mangas e esticando seu casaco, tentando, inutilmente, se proteger da chuva. Adentrou os portões reais e correu pelo pequeno ambiente, empurrando a todos para conseguir passar. O mar de anões não se acalmava, e ser menor do que os demais o prejudicava, pois ninguém o via. Trajava um capûz junto com um casaco por cima do uniforme militar, e mal conseguia respirar quando foi jogado como que por um espirro ou um choque de uma onda contra as pedras. Caiu de joelhos, de frente à "Poutrona Real", com os olhos baixos e enchidos de lágrimas, quando percebeu que o próprio regente e todos os lords e senhores de Belegost o fitavam, talvez com repreensão. Levantou-se e levantou um pergaminho que se rasgara graças ao ambiente abafado e as gotas pesadas da chuva, quando percebera estar rasgado. Não se importou, jogou o papel de lado e virou-se para o regente, subindo algumas escadas.


_

Senhores e Lordes de Belegost, aliados de Nogrod e amigos do elfos de Doriath, nosso caro rei Azaghâl foi pego pelos orcs bandoleiros que rondam pela Beleriand Leste! E Ainda não encontramos vestígios dele, e já deu tempo suficiente dos orcs chegarem em Eriador ou mais além... Infelizmente perdemos nosso Rei!

_

Todos se entristeceram. Anões arrancaram suas bardas, outros pularam sobre sí mesmo, até alguns pegaram e armas e juraram caçar os orcs até o fim. Porém Grór, que se derramava em lágrimas na Poutrona Real, no altar redondo no centro da sala, pensou em seu reinado, e seus olhos azuis brilharam. Os Lordes olharam preocupados de imadiato para Grór, e houve quem dissesse que ele havia combinado com os Goblins, mas não houve provas concretas. A noite passou, e eles ficaram ali, rezando pelo retorno de Azaghâl, e só se retiraram quando perceberam que iam capotar, exceto Grór, que dormiu na cadeira Real, e ninguém teve coragem de acordar aquele terror vivo.
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Celeborn

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MensagemAssunto: Re: Belegost   Seg Ago 02 2010, 21:25

Celeborn cavalgou rápido por entre os caminhos. Ele entrou nas Ered Luin e se apresentou ao portão do povo de Belegost.
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Grór I

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MensagemAssunto: Re: Belegost   Ter Ago 03 2010, 18:23

Os guardas, trajados todos de cinza, com suas altas alabardas, avistaram Celeborn chegando ao longe. Como eram amigo dos elfos, abriram o portão, e no interior de Belegost o Alto-Senhor Grór era avisado da visita de Celeborn, porém mencionado como "Um Elfo-aliado".

Os guardas do portão faziam um sinal, bem visível já que Celeborn estava próximo do portão, viraram-se e sumiram por trás da muralha, e uma enorme sombra cresceu e engoliu a cidade, fazendo Celeborn sentir e ver toda a escuridão que se abatia no local.
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MensagemAssunto: Re: Belegost   Ter Ago 03 2010, 18:41

Celeborn seguiu pelos caminhos de Belegost. Muito virara seus olhos para os lados, fitando as casas e seus civis que se escondiam em pura tristesa. Notou uma sombra grotesca sobre o lugar, e viu pessoas pelos cantos, animais quietos e a procura de conforto, soldados andando em vão, em fim, uma tristeza profunda.

Celeborn seguiu, cada vez mais assustado com o terror daquele lugar, e sentiu em seu coração nobre que aquele lugar estava sofrendo - e muito! -. Vagou sorrateiro pelos caminhos, e julgou ter sido esquecido, ou ignorado. Chegou, portanto, aos portões da Poutrona Real. Olhou pra cima, e esperou por alguém. Prestou atenção a cada ruído, cada bixo, cada andarilho, e em perfeito estado gritou.


Sou Celeborn de Doriath, e venho em busca de notícias de vosso Rei Azaghâl.
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Grór I

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MensagemAssunto: Re: Belegost   Ter Ago 03 2010, 19:35

A muralha subia quieta. A manhã subia, e a sombra ia-se embora. A muralha solitária e negra partiu a se alegrar com a presença de Celeborn. Não demorou para um dos lords, que em sua maioria trajavam-se de malhas cinzas de ferro com capas vermelhas - e se destacavam no povo assim -, apareceu nas muralhas. Pos as mãos no batente e levantou-se, esticando-se ao máximo para enchergar Celeborn, o que conseguiu segundos depois.

_

Quem, do reino dos Elfos, vem nos atormentar ainda mais? Choramos em lamento pela morte de nosso Rei, e não desejamos que nos relembrem disso! Entre e seja breve - nosso tormento é tão grande como nossa intolerância!

_

Os portões foram abertos lentamente, mas ninguém era visto. Dentro, outro concílio se realizava : Nobres da Corte, todos trajados de capas vermelhas, barbas amarradas, roupas cobertas por pedaços de aços em formato de escama que cobrem toda a roupa, e anéis em suas baras; Os Lords de Belegost, mais sérios e com os rostos desgastados, esses situavam-se na frente, no arredor de Grór - que estava sentado na cadeira -, com roupas marrons, malhas de ferro tingidas de marrom, armados com longos machados, capacetes pequenos marrons e com desenhos nobres; Também estavam lá a Corte Real, trajavam-se semelhantes aos Nobres da Corte, porém utilizavam capas longas que se arrastavam no chão e cetros de prata, banhados a ouro, com uma grande bola no topo de ouro puro.

Ali todos se viraram, e abriram caminho a passos lentos para o Senhor Celeborn, que pode ver Grór sentado numa grande poltrona um pouco ao norte da sala, em um altar altivo e esnobe, feito de Aço. Trajava uma tûnica de material nobre azul, junto com uma enorme capa - que quase engolia a tûnica - azul, que se estiam até o chão do altar, descendo elegantemente pela cadeira.

Estava sentado desleixado, com a mão no queixo, e os olhos irritados. Ao ver o elfo ele se ajeitara, sentando em uma postura elegante e , esnobando-se, disse ao elfo, com os olhos dilatados ao ver a Elegância do Elfo.


_

Ouvi dizer que Celeborn, Sobrinho-Neto de Thingol, nosso amigo, vem até nós nos atormentar com nossos sofrimentos batidos! Se for verdade, diga logo. Se precisar de algo, diga logo. Somente não esqueça de sair, se é que veio nos atormentar, pois temos obras a terminar, contruções a erguer, e cidades a construír! Diga e o ouvirei!


_
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MensagemAssunto: Re: Belegost   Ter Ago 03 2010, 20:20

Celeborn adentrou os portões em uma postura elegante. Cruzou os salões pelo caminho torto aberto pelos nanicos Lords e Nobres, e sonhou em um concílio assim; fora a primeira vez que pensou em um concílio de nobres, e de artigos de luxo usados pelos mesmo. Porém naquela tamanha tristesa, ele recusara essas ideias por alguns momentos, e somente voltou a pensar nisso logo depois. Aproximou-se do Senhor Grór, e parou seu cavalo de lado para o mesmo. Escutou tudo em silêncio e em paciência, tendo a conciência da raiva facilmente acessível dos anões, e apenas falou :

Peço Desculpas pelo incômodo, não era de meu conhecimento a morte de vosso líder, Azaghâl. Sofre, porém não sofre sozinho! Meu líder, Thingol, foi abatido por uma maldita sina, que provavelmente vem do povo de Haleth, em Brethil. Enfim, venho em paz, e apenas quero alguns tratos com você e seu povo, em nome da nossa antiga aliança, que deve perdurar até o dia em que Arda deixar de existir.

Disse Celeborn, com enorme respeito e elegância, sua forma cintilou no meio das roupas escuras dos anões que estavam ali, centenas do povo nanico.
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MensagemAssunto: Re: Belegost   Ter Ago 03 2010, 20:35

Os olhos dos anões cintilaram, a grande maior parte possuia olhos azuis. Eram centenas deles naquele local, pois a nobreza em Belegost era tremenda, e poderia formar uma legião, porém nenhum deles quiz. Grór I fitou Celeborn com carinho e respeito, com os olhos entupidos d'água falou.

_

Meus Pêsames pela perda de Thingol, provavelmente indebilitado. Diga o que desejas, Celeborn da floresta, e o darei!

_


Grór I foi muito criticado naquele momento, e sussurros soaram como trompas pela sala, e o barulho foi alto mas nada se entendia do que se cochichava. Grór então levantou a mão, e todos se calaram, tiraram suas mãos do ouvido dos outros e viraram-se para frente.
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MensagemAssunto: Re: Belegost   Ter Ago 03 2010, 20:39

Apenas necessito de duas coisas: apoio militar e a permissão para que meu povo passe pelas Ered Lindon. Se me permite, partirei em breve. Daeron esperará as tropas necessitadas em Menegroth, e peço por favor que mande eles em breve, pois o povo de Haleth avança contra nós.

Virou-se e partiu, a trotes rápido, até Celegorm, em Eriador.
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MensagemAssunto: Re: Belegost   Ter Ago 03 2010, 20:49

Apressou-se na fala, e gritou enquanto acompanhava Celeborn com os olhares, junto com seus trezentos Nobres e Lordes. Sua voz soou por todo o corredor, até além da muralha, de encontro as casas e ao portão de entrada, que barrou o som e não o deixou sair.

_

Tenha certeza, meu amigo, que meu povo enviará guerreiros e seu povo será bem recebido em nossas longas montanhas.

_

Olhou para o céu, e viu de relance uma ave, que pousou em seu ombro e chochichou. Tremendo foi o grito, e muitos pensaram que Grór levara várias facadas de um fantasma. Correram, portanto, os Lordes, e ele os empurrou e se livrou de seus aliados. Levantou-se enquanto enchugava seus olhos e gritou para todos em sua sala :

_

Nosso Pai, Dúrin I, morreu nas infelizes noites da Madrugada!

_

Não teve mais coragem de falar. Caiu sentado na poltrona, enquanto os outros gritavam e arrancavam suas barbas. De fato, muito mais longe podia-se ouvir o som dos gritos, que chegavam ainda fortes e audíveis a Ossiriand e se dissipavam para o norte.
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MensagemAssunto: Re: Belegost   Seg Ago 09 2010, 13:34

Grór I sentia o doce gosto do poder. O cheiro e o ar da autoridade supremo rondavam sempre o seu redor, e ele se alegrava a sentí-los e, às vezes, até delirava. Mas se irritava por não ter todo o poder em sua mão, o que mais desejou por anos, e o que vinha o corrompendo.

Acontece que havia um tipo de parlamento. Este seria formado pelo "Partido" dos Lordes, "Partido" dos Nobres e pelo Soberano. Cada grupo havia direito a um voto para determinada ação ser legalizada, e a maior parte do grupo deveria aceitar para o voto ser válido. Acontecia que muitas vezes cabia ao Soberano decidir, uma vez que ele era o único de seu grupo. Assim como o poder de voto eles também podiam vetar seu voto ou o voto de outro, desde que TODOS do grupo aceitassem o veto.

Aí está que Grór I não gostava disso, pois queria se tornar absolutista, mas nada podia fazer, já que os votos dos outros grupos iam sempre contra ele, já que eles perderiam seus direitos de veto e voto. Também não podia agir ilegalmente, pois aí os grupos votariam para a mudança do Soberano, e ele iria perder tudo. Grór I refletia e pensava sempre que podia em como fazer o que queria : ser a única lei na cidade.


Estava ele, rodando ao redor do trono de Azaghâl, com a companhia de três Lordes (Nâl, chefe do "partido" dos Lordes, Dwinfur e Dwinlur, irmão de Dwinfur), que se trajavam de malhas de ferro cinzento, capacetes básicos de cobre e capas vermelhas; e de três Nobres (Bwalin, chefe do "partido" dos Nobres, Dinfûr, irmão de Dwinfur, e Nárn, irmão de Nâl) que se trajavam com malhas de prata, capacetes de aço, cinturões de ouro e capas azuis; quando Grór I teve sua solução.

Com suas barbas de cor castanho, sua voz grossa e respeitosa, seu rosto novo e liso e sua aparência autoritária, Dwinfur pôs seu pé no altar do trono de Azaghâl, e levantou levemente as mãos, como se cantasse uma serenata a Grór I.



_

Ó Grór I, diga-nos o que lhe aflinge e pegaremos nossos machados para resolver!

_


Todos escutaram com atenção, e Grór parou de rodar, olhando Dwinfur com a mão no queixo e o olhar pesado. Bwalin tentou conter-se, mas logo explodiu. Com o rosto avermelhado, ele ergueu a mão com força , como se dasse um murro no ar acima dele, e falou com um tom irado.


_

Não há solução melhor que diplomacia! Violência é para os grossos e brutos, especialmente aqueles malevolentes! Resolveremos isso diplomaticamente, independente da reação do nosso visitante!

_


Os Lordes e os Nobres avançaram um no outro, esquecendo os parentescos e gritando com ofenças e desrespeitos para defender seus ideais. Grór I balançou a cabeça, e sentou-se como que se tivesse sido abatido por uma flecha. Passou a ignorar seus colegas, que só atrapalhavam, e ficou a vagar pela sua mente sobre seu novo plano. Não demorou muito e logo não pode mais evitar e deixar de ouvir os seus companheiros; como resposta bateu as mãos com toda a força, fazendo um 'clap' que se estendeu por todo o salão, voltando várias vezes e se rebatendo nas paredes, causando um som louco no ambiente, que fez com que os anões se calassem e virassem seus olhos a Grór I.


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Preparem um concílio, temos uma votação a fazer. CHEFES DE ESTADO, reúnam seus grupos e os coloque nas cadeiras e mesas que serão postas aqui.

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Todos viraram-se a ele e assentiram com a cabeça, mas antes que pudesse se mecherem Nâl, com seu porte duro e autoritário,com suas bardas negras como seus olhos, deu dois passos e ergueu as mão, como se resasse, e falou com uma voz preocupante e nervosa, que nada combinavam com sua idade já avançada.


_

Meu senhor Grór I, rumores chegaram a nossos ouvidos que Celeborn está preso nas celas de Celegorm, e como o tratam é desconhecido.

_


A expressão, e postura, exausta de Grór tornaram-se em raiva. Pensou consigo mesmo : "O que diabos nossos amigos estão a fazer? Se entrarem em guerra, simplismente barrarei seus exércitos, pois não quero meus amigos em guerra". Fez um sinal como se abanasse o ar, sinalizando para eles saírem, e o fizeram.


Mais tarde cerca de 50 anões mal vestidos e carentes de dinheiro entraram no salão e começaram os preparativos. Haviam colocado quatro longas mesas, duas atrás de outras duas, na frente do trono de Azaghâl, onde iam ficar os nobres e os Lordes. Passaram-se meia hora e eles começaram a chegar, ocupando suas cadeiras gravadas com seus nomes. Outra meia hora depois estava tudo pronto, quando Grór I chegou pela porta principal com enorme destaque graças a sua capa prateada graciosa e cintilante, sentando-se em sua cadeira com enorme elegância. Subiu o olhar rapidamente, e viu Nâl sentado no centro da primeira mesa da fila do lado direito do trono e Bwalin na mesma posição, porém na outra fila. Os anões passaram entregando papeis e lápis ao principais líderes, que estavam ao lado de seus chefes de estado.

Grór I levantou a mão, e um anão (Glóin, filho de Grór) de alto porte trajado de roupas pretas e uma capa vermelha que se estendia até o chão e começou a falar, com uma voz forte e imponente que se estendeu até o último lorde/nobre como se estivesse ao seu lado. No exato momento em que começou a falar todos os anões se viraram para ele, com olhos cintilando em sintonia com a majestosidade do filho do soberano.



_

Partidos de Belegost, fomos reunidos essa noite para a decisão de dois atos importantes promovidos pelo Soberano. Como ele o propôs, cabe a vocês decidir, uma vez que ele permitiu que apenas os partidos votassem. Eis as propostas : Mandar um mensageiro a Celegorm requesitando o por quê da prisão de nosso amigo Celeborn e uma proposta para salvá-lo, que seria prometer uma quantia em Ouro para eles pela libertação de nosso amigo; E a construção de uma cidade no monte Dolmed em homenagem a Grór I, e lá ele decidiria a forma de governo, de acordo com sua vontade.

_


Quando finalizou pode-se notar a sombra que havia naquele ser, graças as roupas negras, e logo os cochichos começaram, tão altos e constantes como gritos. Nenhum mais dava atenção a Glóin, que assim que teve certeza disso deu a volta no trono de Azaghâl e sentou-se ao lado direito do pai, sempre demonstrando poder e intolerância. Seu pai virou-se levemente para seu filho, pondo a mão na dele e cochichando com sua voz amigável e tranquila.


_

Falou bem, meu filho querido. Isso que há de ser um rei! Ouça e escreva, pois acontecerá.

_


Glóin olhou para seu pai, assentindo com um sorriso esbanjando contentamento. O debate não demorou mais que cinco minutos, pois os anões todos concordavam com os termos, e isso era notado pela tom dos altos cochichos. Aos poucos eles foram diminuindo, até um momento em que se jurava não estar ouvindo nada. Ergueu-se Nâl, com Dwinfur e Dwinlur aos seus lados mas ainda sentados, e imitando Bwalin ergueu o braço com seu voto, gritando em alto e bom tom, junto com sua expressão séria.


_

Pela libertação de nosso amigo e pelo nome do império, eu e o resto do partido dos Lordes votamos, por unanimidade, que ambos os termos estão apoiados!

_


Grór I sorriu no escuro salão, em meio ao profundo silêncio. Dwinfur e Dwinlur foram os primeiros a bater palmas; logo Bwalin levantou-se, meio desencorajado e acompanhado por Dinfûr, que estava sentado ao seu lado esquerdo, pois as palavras de Nâl iam ser quase as mesmas que as dele.


_

Senhores, o Partido dos Lordes apoia, quase que por unanimidade, os termos fornecidos. O único a não aceitar foi Nárn.

_


Nárn ao ouvir seu nome se sentou desleixado, encarando todos que o olhavam, especialmente a Grór, pois ele conhecia o espírito de seu irmão e de seu senhor melhor que o dos outros. Grór levantou a mão, e falou enquanto se levantava, como um obeso, de sua cadeira.


_

Obrigado, meus senhores! Pois assim como eu, Celeborn também agradece, eu garanto. Eu proponho que Dinfûr vá ao encontro de Celegorm em Fornost Erain.

_


Grór I foi até a porta, no imprensado e minúsculo corredor ao lado esquerdo da poltrona, onde ficou a se despedir dos Nobres e Lordes que saíam as pressas. No final, ele ordenou que o pegassem um cavalo, e deixou a cidade nas mãos de seu filho enquanto estava fora. No início trotou junto com Dinfûr, sem muita conversa, até que este parou em Fornost Erain e Grór I prosseguiu com a viagem.
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Grór I

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MensagemAssunto: Re: Belegost   Sab Ago 14 2010, 20:05

Chegou Grór em Belegost, sendo recepcionado por todos do reino, com direito a multidões, aplausos e gritos. Os Lordes o escoltaram até o trono de Azaghâl, onde ele se sentou. Sua aparência feliz e extramemente positiva evaporou, dando lugar a uma vaga e tensa. Nâl foi o primeiro a perceber, e também o primeiro a prestar serviços sentimentais. Chegou perto de Grór, erguendo sua mão e falando com ele com tal firmeza que era de direito a um rei.


_

O que foi, milorde? Algo de errado em relação a Durin I, II ou até mesmo a casa de Khazad-Dûm?

_


Grór ergueu seus olhos, como se amaldiçoasse e explodisse em raiva no seu interior. Tamanha foi sua ira presente no olhar que até mesmo Nâl deu três passos para trás desesperadamente, como se um lobo gigante viesse de encontro ao mesmo, porém não passava de ilusão. Grór então olhou sereno, e falou com sua voz pesada e moderadamente melancólica, enquanto esfregava suas luvas na testa.


_

Durin II, O Incontente, me rebaixou a Vice-Rei! Porém ainda temos tempo de construir outra cidade para nós e nosso parlamento, pois aqui não há mais parlamento ou se quer o título de Lorde e Nobre, pois eles ainda hão de vir de Khazad-Dûm!

_


Todos olharam arrepiados. Seus olhos demonstravam tanto surpresa como terror e ódio, pois amavam a seus títulos e a suas funções, sejam lordes ou nobres, guerrilheiros ou diplomatas. Nâl tomou a palavra novamente, enquanto Dinfûr aproximava-se do fundo sem ser notado e como uma sombra infiltradora.


_

Milorde, Dinfûr chegou de Erain, e infelizmente ele não se controlou, e deu-se mal com nosso amigo Celegorm.


_


Grór I esfregou sua testa ainda mais forte. Respirou fundo, como se tivesse tendo um infarte - e realmente estava perto de um -, dirigindo algumas palavras enquanto ainda estava de olhos feichados e refletindo em seu interior.


_

Seja qual for o dano dessa diplomacia, vou eu mesmo a Fornost, dar meus pêsames pelo infortuno. Enquanto a Dinfûr, rebaixem-no de Conselheiro de Partido a Influente de Partido. Preparem meu cavalo, e a viagem, pois todos daqui se tranferirão para o Monte Dolmed enquanto eu estiver em Fornost Erain.

_


Não demorou e logo tinham feito.
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Durin II Îr-Hrothgar

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MensagemAssunto: Re: Belegost   Dom Ago 15 2010, 15:16

Pelo portão sul de Belegost, havia chegado uma comitiva de Khazad-dûm, liderados por Burnví, um dos nobres e poderosos Uzbads da Mansão dos Anões. Se trajava como um Rei, falava como Servo de uma entidade divina e poderosa, também de um Lorde dos Anões além de qualquer título e nome.

Com ele vieram setenta bravos membros da Casa de Múar, estes lidarados por Veleví, O Bravo, um parente distante de Múar I, o Pai da Casa de Guerreiros. Estes trouxeram doze carroças de madeira forte do leste, ao entrarem pelos portoes, guardas os observavam impressionados e admirados com tamanha beleza.

E Burnví não se apresentou ao parlamento de Grór I, pois este ele desconhecia. Ele se dirigiu ao povo em praça pública no centro da fortaleza anã, cercado por sua armada de guarda, com as carroças também ao redor, ele ergueu sua voz ao povo e novamente foram usadas as palavras que até mesmo nos registros de Belegost foram colocadas, pela voz do povo e a contragosto dos Tiranos do poder, mas sim por amor aos mestres-de-tradição; "se trajava como Rei, ordenado com gemas na malha, fios de ouro nas vestes, anéis de diamante, cordão de prata, elmo escovado e prateado, alto espigão e forte coração, não falava como senhor, mas sim como servo de Durin II, que desejava em seu íntimo manter os Filhos de seu Pai, juntos e sob seu poder e graças, ele falava de seu Rei como um ser divino, filho de um deus, poderoso, nobre, justo e sábio. Este Líder ia além de qualquer título entre os anões e elfos, ele era Alto-Imperador, mas não de terras vastas e ricas, mas sim de um povo numeroso, forte, resistente a frio, calor, fome, dor, firmes de coração e mente em amizades e inimizades, dos povos que andavam e falavam eles eram os mais habilidosos nos trabalhos manuais, na força nos braços em trabalhos árduos, no poder das vozes em grande coro:"


- Portarei a mensagem inicial de meu senhor, a vós, seu povo; "Povo de Belegost! Ó, meu povo! Com o falecimento neste último século de três reis que lhes doeram o coração, Azaghâl I, Azaghâl II e é claro... meu pai, Durin I, o Imortal. Sei da dor que a notícia causou em seus íntimos, porém não deixem a sombra toldar vossos corações, eu fui eleito como Pai dos Sete Povos de Durin, para liderar-vos em tempo tão cruel. Belegost esta em minha visão, nas minhas graças... pois eu não sou um Rei, nem um Senhor, mas sim Alto-Imperador do Império Sagrado Khûz, não liderando sobre terras com fronteiras que encobrem imensidões oceânicas, mas sim Alto-Imperador de causas, ideais, mentes, corações, anões! Eu envio Burnví, dos Uzbads é o mais sábio, como meu servo ele foi escolhido a guiar uma das províncias a avanço similar de Khazad-dûm. Assim falou Durin II Îr-Hrothar, Filho de Durin I, o Imortal, criado primeiro entre os sete por Mahal, Alto-Imperador de Khazad-dûm e Pai dos Sete Povos."

O Uzbad ergueu seus olhos para a multidão de anões, eram olhos escuros, bondosos, sábios, olhos justos de um membro da Casa de Durin. A multidão ergueu-se lentamente em aplausos para as palavras da mensagem do leste, ergueu-se da forma mais ínfima, até uma explosão colossal de palmas e grandes saudações do povo de Belegost, algo que faria até mesmo o governo de Grór I, ficar curioso e deixar suas confortáveis cadeiras em câmara fechada e rica para ver o que o povo tanto apreciava.

O enviado de Durin II, sorriu para o povo bondosamente, era velho, não havia atingido idade avançada ainda, pois o Clã do Imortal vivia mais que alguns dos demais. Ele respondeu a multidão a seu modo, como um guardião de crianças que olha zelosamente por todas, amável, bom, justo, sábio:


- Filhos de Durin, eu sou Burnví, filho de Barnár, sobrinho do Regente Bofur, netos de Bafur, membro tanto da casa de Múar, quanto da casa de Durin. Conheci Azaghâl I, quanto muito pequeno, mas me lembro dele como nobre, bondoso e muito amado por seu povo, Azaghâl II, conheci bem, herdou pouco de seu pai, era mais bravo e ávido por pelejas contra as feras de Morgoth, do Norte. Agora eu vos digo Durinulins; "o filho toma o lugar do pai" é verdade, Îr-Hrothgar fez exatamente isso, mas nos deu mais que ouro, prata, jóias e gemas, ele nos deu ideais, força tanto nos braços, mentes e corações, por ele vim até aqui, deixando o lar onde nasci, onde cultivei laços entre amigos, onde fiz familia, para vir para o Oeste, mais próximo das Guerras do Norte. Somente, para liderar a vós nestes tempos, a pedido do Pai, o filho obedece. E este filho, dá presentes do pai, aos demais irmãos.

Com isso recebeu mais estupendos gritos de poder e admiração e os membros de sua guarda, retiraram as coberturas de algumas das carroças, lá estavam recheadas de ouro élfico e de Khazad-dûm, com a coroa de Durin II Îr-Hrothgar de um lado e o símbolo de sua casa do outro.

Também haviam jóias, colares, malhas de aço magnificas, espadas medianas, elmos, broquéis, broches, tecidos, anéis, cetros, foram os setenta guardas da guarda real de Durin II que pegavam as peças entre os dedos e lançavam para as multidões de anões, para os saciar em seu desejo por ouro e prata.
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Grór I

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MensagemAssunto: Re: Belegost   Qui Set 16 2010, 18:47

O povo aplaudiu com tamanha amor, carinho e fraternidade, dignos dos ensinamentos que Grór I ensinara e valorizava entre seu povo. Contudo a grande maioria já se perguntara de segundas intenções daquele anão que ordenara que jogassem peças de ouro e prata para eles, como se fossem meros mendigos. Mais ricos e poderosos eles iam ficar com tanto ouro e prata jogado para eles, mas nenhum se jogou ou brigou com outro pela posse de determinado artigo de luxo. Haviam pobres em Belegost na época que Grór I assumiu o trono, mas com seu governo muitos enriqueceram e o pouco que restou ficou ainda menor quando os anões migraram para o monte Dolmed.

Em meio aos aplausos e a escuridão da noite apareceu entre o povo Galathor, o mais alto lorde recém-nomeado por Grór I. Sua armadura de ferro amarronzado e sua ilustre capa vermelha deu a sensação ao povo que aquele anão era um rei, pois sua nobreza era tal que em primeiro momento jurava-se ser o regente de Durin II, mas de fato não era. Os aplausos pararam, os olhos se viraram e tudo se calou, pois diante do povo Galathor virava um dignatário de ser alto-imperador, não tanto quanto Grór ou Durin. Após alguns segundos, ergueu sua mão direita lentamente, com tamanha serenidade e majestade que ninguém ousou tentar desvendar aquele sinal, antes que ele terminasse de falar.



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Ouvi tudo com enorme conforto, principalmente em saber que Durin está dando atenção a nossa humilde casa. Contudo ainda há em Belegost nove lordes escolhidos por Grór I, que irão gerenciar a cidade juntamente de Burnví. Sou Galathor e sejam bem-vindos, enviados de Dúrin! Sigam-me e os mostrarei a sede do governo!
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Falou Galathor, chamando quem quisesse com um gesto da mão, virou-se e começou a caminhar em direção ao palácio principal. O grupo de oito atrás dele trajados da mesma forma, embora não tão majestosos, viraram-se e acompanharam Galathor como os pés pesados e a armadura sombria.
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Durin II Îr-Hrothgar

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MensagemAssunto: Re: Belegost   Qui Set 16 2010, 19:12

Por muito tempo Burnví olhou aquele dito Lorde de Belegost, Galathon era chamado no idioma de Quenya dos elfos de Beleriand, não se impressionou com sua forma de trajar, pois haviam anões humildes em Belegost, que não se trajavam de tal forma, em Khazad-dûm aquilo era algo comum, pois eram ricos, mais ricos ainda após os comércios com os elfos de todos os cantos de Arda.

O povo havia ouvido seu discurso, o resto ficaria para depois a ser cuidado, conheceram um pouco do Enviado Imperial naquele discurso que fizera.

Ao observar o mesmo com os olhos humildes, ele lembrou de tudo que Durin II, Bifur e Bofur lhe aconselharam em sua partida, ordenou a Veleví, que lhe acompanhasse com dez guardas, porém os demais sessenta iriam procura pela cidade, local para fixarem morada e habitarem. Consequentemente, eles escolheram como câmara, a antiga sala do Rei Azaghâl II, onde o trono estava fixado.

Acompanhou o Anão nobre, até o dito parlamento, no caminho conheceu boa parte da cidade do Oeste. Quando atingiu o núcleo do parlamento, pode observar o rosto de todos os nove lordes, pediu-lhes para falar e foi atendido, puxou de dentro das vestimentas, o lendo em voz alta:


- Irei ler esta ordem como foi escrita:"- Saudações aos parentes da Grã-Cava, eu, Durin II Îr-Hrothgar, Alto-Imperador do Império Sagrado Khûz, estou impondo a ordem e estabilidade conforme me parecem de maior agrado e maior proveito a todos. Por ordem, o parlamento se mantém, para discussões em assembléia com todos que devem ser convocados, os partidos são discernidos, para não haverem diversificação nas opniões e ideais. Os Lordes restantes serão chamados de Uzbads, assim como é em Khazad-dûm, assim será colocado nos livros dos mestres de tradição, seus deveres são administrar a econômia de Belegost, para desenvolver melhor empenho e maior produção, Burnví cuidará das questões políticas e militares, o coloco no cargo de Vice-Rei a meu mando, meu Enviado Imperial por ser sábio, paciente e nobre o bastante para conseguir reinar sob minha voz."

Terminou suas palavras e prosseguiu de forma calma e gentil:

- Alguma pergunta, cavalheiros?
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Grór I

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MensagemAssunto: Re: Belegost   Sab Set 25 2010, 13:50

Diferente de como foi narrado, Galathor não era a maior patente recém-nomeada e sim Manwár, um anão alto, magro, com a pele mais velha que sua avançada idade, seu rosto cheio de pintas ou sinais marrons e seus olhos de pupilas cinzentas. De fato era uma imagem de um verdadeiro sábio trajado em roupas militares nobres, sendo elas as mesmas de Galathor, que é a mesma de todos os outros 8 lordes.

Quando Burnví pedia direito para falar, doze lordes passaram aos lados dele em fila como se estivessem em dois corredores. Eles se localizaram até umas poltronas vazias na frente de Burnví, completando os 30 lugares. Todos ouviram Burnví contentes, principalmente os nove maiores líderes.

No final, quando Burnví perguntava sobre dúvidas, Galathor se equivocou e quase gritou com aquele novo Vice-Rei que julgava usurprador.



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Sendo de seu conhecimento ou não, aqui estão trinta lordes de Belegost cujos cargos são muito importantes. Como só nos restou o partido dos lordes, e agora foi dissolvido, todos teremos de deixar nossos cargos? É isso? E aqueles que tem especialidade em assuntos militares cuidarão de finanças, sozinho tendo em vista que os lordes foram demitidos?
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Sua voz rude refletiu o sentimento de todos os lordes de Belegost, que temiam junto com a dissolução do partido também sua demissão e a seguir o monopólio do controle de Burnví. A ira subiu a cabeça de todos, que quase saíram da sala para matar Grór I por ter entregado Belegost para Khazad-Dûm.
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Durin II Îr-Hrothgar

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MensagemAssunto: Re: Belegost   Ter Set 28 2010, 00:53

Os olhos de Burnví brilharam com as palavras de Galathor, muito ele sabia sobre os trinta lordes, sabia principalmente que nove deles controlavam novecentos soldados em Belegost, também sabia que os outros vinte um lordes, foram em tempos passados Senhores dos anões, de linhagens altas, agora em títulos pomposos implantados pela antiga autoridade de Grór I, filho primogênito de Azaghâl II, neto do Pai de Belegost. Mas isso ele não temia, nem temia a armada que estes controlavam, pois ele controlava agora o exército da Força Anã do Oeste, como também tinha o apoio politico e militar de Nogrod. Fora sua Armada de Guarda, enviada pelo Alto-Imperador de Khazad-dûm, sob conselho do General Múar I, sua voz foi ouvida mais uma vez:

- Seus antecendentes politicos, militares e economicos pouco importam no presente. A existência dos lordes, é passado, vocês agora são Uzbads sob ordem a Durin II Îr-Hrothgar, da mesma forma que no passado voces fizeram os juramentos de defender os Reis Grór I e Azaghâl II, estes são descendentes de Azaghâl I, Pai de vosso clã, este fez um juramento a Durin I, o Imortal de Khazad-dûm. Por este juramento estão ligados querendo ou não a Durin II Îr-Hrothgar, filho do Imortal, nosso Alto-Imperador. A eles vocês servirão, as suas ordens cumprirão caso contrário, de fato serão demitidos e considerados civis, com seus salários, ganhos, lucros revogados. Eu, sou Burnví, filho de Burlani, o Terrível da Armada de Múar I, minha mãe era Lasís, do povo de Belegost, sou aparentado em sangue a vós. E eu sou o Vice-Rei sob as ordens de Durin II de Belegost, assim como Grór I mudou-se para Dolmed, lá ele também cumpre as ordens do Leste.

As palavras do Enviado de fato eram duras, firmes e justas, embora não ouvesse determinado nada de forma insensata, ou irracional, ele proclamou a vontade de Durin II da forma mais sensata e sutil que sua capacidade permitia.
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Grór I

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MensagemAssunto: Re: Belegost   Qua Set 29 2010, 18:10

Diante do discurso de Burnví, os vinte e nove lordes calaram suas bocas e seus sussurros altos e contínuos cessaram. O silêncio e a intriga tomaram conta do lugar, e aqueles de coragem inferior não ousaram mais falar. Contudo Galathor elevou a voz, com gritos persistentes, mas foi interrompido por um anão de bárbara encaracolada de cor marrom levantou-se e ergueu o punho em gritos. Manwár ergueu-se irado, e enquanto falava pegou seu machado, encostado no braço esquerdo de sua majoritária poltrona e ergueu-a.


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Suas vozes já foram escutadas! Agora silêncio, Uzbads de Belegost!
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Enquanto falava, Manwár passou a lâmina de seu pesado machado de ouro e prata na garganta do anão que se manifestara. O sangue jorrou para todo lado, mas não melou nada mais que o chão. O corpo caiu mole e ali ficou se debatendo em última reação dos nervos. Galathor olhou boquiaberto para Manwár, com tamanho horror e pavor teve vontade de correr. A figura sinistra do anão de olhos cinzentos de nome Manwár sentou-se novamente, agora falando em voz natural.


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Caro Vice-Rei vindo de Khazad-Dûm, acataremos suas ordens como um servo obedece ao seu senhor. Só me responda como sabe que Grór I fujiu para o monte Dolmed?

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O interesse saltou aos olhos de todos os anões. A vontade pela resposta foi bem aceita, principalmente por que todos se pegaram de surpresa pois não se tocaram que o assunto era nada mais que segredo de estado. A aparência dos lordes perdeu valor, exceto a de Galathor e a de Manwár, que só crescia em forma de tirania.
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Durin II Îr-Hrothgar

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MensagemAssunto: Re: Belegost   Qua Set 29 2010, 18:57

Quando Mánwar pegou seu machado executando o ato mais abjeto aos olhos de Burnví; Um Uzbad assassinando outro sem julgamento decente, ele foi tomado pela ira, bateu seu pé firme ao chão e as portas abriram como uma explosão; Os setenta de sua Guarda entraram e cercaram o Salão, Velevi prostou-se diante do parlamento e Burnví falou com sua voz dura, firme como as rochas e forte como um martelo acertando a bigorna das trovas:

- Ao antigo Lorde Mánwar, atual Uzbad minha ira ser derrubada! Com qual direito você atinge outro Uzbad sem julgamento justo? Minha ordem é para Velevi; Coloque Mánwar sobe custódia nas prisões, até eu decidir um julgamento final para o mesmo! A suas respostas eu direi para todos aqui presentes: Uzbads ao trabalho! Mantenham o comércio com Beleriand, Grór I deu suas respostas a Durin II. A ele, todos aqui e lá devem vassalagem, igual a sua Casa, aqueles que se opuserem de forma rebelde a minha decisão sobre Mánwar, serão punidos mais severamente, isso se não terminarem como este pobre coitado caído ao chão. Sobre a vaga vazia de Uzbad, eu me pronunciarei em breve, igual a armada que ele controla. Assim esta decidido!

De sua guarda vinte dos soldados se prostaram e apontaram as armas para Mánwar, mas foi Veleví quem tomou seu machado e o escoltou pelo ombro até ser cercado, seria então guiado as prisões. E Burnví havia decidido por fim o destino que Belegost tomaria.

Fez uma reverencia e saiu da Câmara do Parlamento, com os demais cinquenta de sua guarda e os outros vinte se dirigiriam a prisão.
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Grór I

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MensagemAssunto: Re: Belegost   Ter Out 05 2010, 18:50

Manwár soltara seu machado, e que caíra no chão, mas sem nenhuma expressão de surpresa, descontentamento ou sofrimento, era tudo apenas a expressão fria de sempre. Com uma voz alta e imponente ele respondeu a Burnví antes que saísse da sala, enquanto os Uzbads todos se mexiam em suas cadeiras enlouquecidos de medo e terror. A sala escurecera enquanto Manwár falava.

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Julgas errado aquele que presta lealdade diante de um perigo eminente: era um traídor e usurprador, havia estorquido parte das finanças de Belegost para seus interesses. Agora morto, por tentar matar o Vice-Rei, não é mais culpado por tais crimes?
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Continuou a fitar o Vice-Rei Burnví sair pelos portões ou virar-se para falar com ele. Contudo foi levado, e como um dúnedain andou majestoso pelos caminhos até uma sala nos calabouços e com grades de ferro.
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Durin II Îr-Hrothgar

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MensagemAssunto: Re: Belegost   Ter Out 05 2010, 22:19

Não obstante Burnví, o olhou com seu olhar duro, se de fato um antigo Lorde havia feito tais coisas, então cabia a Grór I puni-lo por aquilo, ou o Império, mas um crime era um crime, e Mánwar seria julgado como igual. Em sua ida até a prisão, eles não o maltrataram, mas lhe deram água e comida suficiente, para aguardar o dia de seu julgamento.

Agora com a implantação Imperial em Belegost, o Emissário de Durin II abriu imediatamento o comércio com Beleriand, com os eldar e edain, também focou muito do comércio com Khazad-dûm e com o reinado dos Filhos de Fëanor em Endor. Com isso Belegost havia se tornado mais rica, próspera, forte e resistente, pois o comércio com os dois continentes a fortaleceu, igualmente a Nogrod, pois o caminho mais rápido de Endor a Beleriand, os anões controlavam. Também gerando muitas riquezas ao povo de Fëanor, principalmente a Maedhros de Thargelion e Maglor de Ossiriand.
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